quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Roadie Crew Lança Série especial ao Lado de Bento Araújo da Poeira Zine

Chega às bancas de todo o Brasil agora em dezembro uma edição especial da revista Roadie Crew, lançada dentro da mais nova série criada pela publicação: Roadie Crew Classic Series. O intuito é disponibilizar edições especiais abrangendo temas específicos do mundo do Classic Rock e do Heavy Metal, num formato ainda inédito no Brasil. Para a missão, a revista, que é a maior e mais conceituada publicação de Rock pesado da América Latina, contou com a parceria do jornalista Bento Araújo, editor da revista poeira Zine.
“Tudo começou quando eu encontrei o Claudio Vicentin, um dos editores da Roadie Crew, na coletiva de imprensa do Queen + Paul Rodgers, no final de 2008. Sou colaborador da Roadie Crew há seis anos e estudei com o Claudio na faculdade, então nos conhecemos há bastante tempo. Montei um projeto de uma edição especial baseada no ano de 1980 e mostrei ao Claudio e ao Airton Diniz, daí começamos a colocar o lance em prática, com calma e com os pés no chão”, conta Bento.
 
A edição segue o mesmo padrão gráfico de uma edição tradicional da Roadie Crew, mas traz um tema central, o ano de 1980, talvez o mais importante ano do Heavy Metal, como conta Bento: “Foi nesse ano que o Metal e o Rock em geral voltou ao topo, com grupos como o Black Sabbath, Judas Priest, Queen, AC/DC, Whitesnake, Saxon, Van Halen e Motörhead lançando alguns de seus trabalhos definitivos, e também com outros tantos lançando suas estreias, como o Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Def Leppard, MSG, Dead Kennedys, etc. Além disso, em 1980 o Led Zeppelin se despediu do mundo do Rock após a morte de John Bonham e o Pink Floyd levou seu ambicioso The Wall para a estrada. Tivemos também a morte de Bon Scott, John Lennon e Ian Curtis, entre outros, portanto tem muita história pra relembrar desse ano histórico para a música”.
 
Os principais discos lançados há 30 anos também mereceram destaque nesse especial segundo Bento: “Estamos apresentando nada menos do que os 80 melhores álbuns lançados em 1980. Então tem desde gigantes como AC/DC, Rush, Queen e Yes, até Max Webster, Vardis, Blackfoot, Angel Witch, Atomic Rooster e Budgie. Outros destaques são os 12 meses de 1980 passados a limpo, mês a mês, com os principais acontecimentos do ano".
 
O formato desse especial da Roadie Crew também impressiona: “Além dos textos, cuidei também da arte gráfica dessa edição, então fiz questão de trazer novidades para o mercado editorial brasileiro. Esse formato de edição especial envolvendo um tema central é bastante usado na Europa, mas ainda inédito por aqui. É algo diferente, que tenho certeza que vai causar um impacto no público que adora ler sobre Rock. A capa, por exemplo, foi um grande barato de se fazer, e foi baseada em alguns dos grandes álbuns daquele ano”, diz Bento Araújo, empolgado, que encerra: “É uma grande honra realizar esse projeto ao lado da Roadie Crew. Espero que os leitores da poeira Zine também curtam essa minha nova aventura. Como Ozzy diz: Let’s Go Fuckin’ Crazy!”
Para adquirir sua cópia entre em contato pelo fone (11) 5058-0447 ou escreva para metal@roadiecrew.com com Maria José.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

VII Feliz Metal

"VII Feliz Metal" com as bandas: Kingdom of Steel, Raw Ride, Born Hell, Fire Angel, Suicide Spree, Seventy Hills (CZS-AC), NEC (RO) e Claustrofobia (SP).

Programação Completa:

18 e 19/12/2010 - "III Arrastão Solidário", parceria da Dream Cry Produções com os moto-clubes: Gaviões da Amazonia e Vira Mundo Rasga Chão. Hora, local de saída e bairro para arrecadação ainda a definir (www.felizmetal.blogspot.com ou www.metalacre.blogspot.com).

22/12/2010 - Mini-Cuso: OS FILHOS DO DIVÓRCIO: O HEAVY METAL NO PANORAMA DAS DÉCADAS DE 80 E 90 NO BRASIL. Ministrante: Prof. MSc. Wlisses James de Farias Silva – Universidade Federal do Acre. Cervejas e debate ao final do mini-curso. Local: a definir.

25/12/2010 - "VII Feliz Metal", bandas: Kingdom Of Steel, Raw Ride, Born Hell, Fire Angel, Suicide Spree, Seventy Hills (CZS-AC), NEC (PVH-RO) e Claustrofobia (SP) Local: Afeletro

Os ingressos já estão a venda no valor de R$ 20,00 inteira (mais 1kg de aimento, exceto sal. Favor levar na hora do evento) e R$ 10,00 meia (mais 1kg de alimento, exceto sal. Favor levar na hora do evento)


Todos os eventos:

25/12/2004 - I Feliz Metal - Soldier, Silver Cry, Fire Angel, Dream Healer e Lona Blues Boys.
25/12/2005 - II Feliz Metal - Steel Warrior (SC), Bedroyt (RO), Silver Cry e Soldier.
25/12/2006 - III Feliz Metal - Sortilégio (RO), Incinerador (RO), Silver Cry, Dream Healer, Fire Angel e Autreyd.
25/12/2007 - IV Feliz Metal - Silver Cry, Fire Angel, Dream Healer, Survive e Crytal Lake (SP).
25/12/2008 - V Feliz Metal e I Arrastão Solidário - Silver Cry, Wildchilld, Martires, Metal Live, Raw Ride, Zebulom, Fire Angel, Suicide Spree, Soldier, Survive, Bedroyt (RO) e Torture Squad (SP).
25/12/2009 - VII Feliz Metal e II Arrastão Solidário - Suicide Spree, Silver Cry, Raw Ride, Survive, Seventy Hills (CZS-AC), Bedroyt (RO), Sortilégio (RO), Fates Prophecy (SP) e Korzus (SP).


Informações:
9238 0022 - Ricardinho
www.felizmetal.blogspot.com
www.metalacre.blogspot.com

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Marombeiro 2



Após o sucesso do filme "O Marombeiro Viado", ou "Rock Baitola do Acre", o marombeiro retorna às telas dos cinemas de todo o país, desta vez através da interpretação de João lucas Brana, que ganhou o Oscar de melhor ator. O Épico também ganhou Oscars de melhor direção, edição e trilha sonora.

domingo, 28 de novembro de 2010

Entre o Céu e a Terra



Documentário que fiz em grupo na UFAC, infelizmente, no Windows Movie Maker, sem roteiro e horas de material bruto para escolher, tenho uma desculpa por não ter sido melhor... hehe Mas ficou legal.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SEMANA DE COMUNICAÇÃO DO SINJAC - DE 29/11 a 02/12


29 DE NOVEMBRO
“Jornalismo móvel e conteúdo noticioso para celular”
Mário Lima Cavalcanti – Diretor Executivo do Jornalistas da Web (JW)
Local: auditório da Biblioteca da Floresta
Hora: 19h
30 DE NOVEMBRO
“A revolução das Mídias Sociais”
André Telles - Colunista do IDGNow, professor de cursos de
Pós-Graduação em Marketing Digital e CEO da agência especializada em marketing digital Mentes Digitais
Local: Uninorte - Acre (Bloco A - laboratório 9 - 60 vagas)
Hora: 19h
01 DE DEZEMBRO
“Jornalismo em Base de Dados e Novas Narrativas Visuais”
Walter Lima - Jornalista, professor e pesquisador. Docente do Programa
de Pós-graduação da Cásper Líbero. Membro titular do Núcleo de Pesquisa de Ciência Cognitiva da USP e colunista do IDG Now!
Local: Uninorte - Acre (Bloco A - laboratório 9 - 60 vagas)
Hora: 19h
02 DE DEZMBRO
“Possibilidades abertas pela Internet para a crítica do discurso único e a descentralização da informação jornalística” Nilson Lage – Jornalista, professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina desde 1992. É doutor em Linguística, Mestre Em Comunicação e Bacharel em Letras.
Local: Anfiteatro da Ufac
Hora: 19h

Reserve sua vaga pelo e-mail contatosinjac@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ou pelo telefone 3223 7418.
Envie nome, contato e as oficinas que deseja participar.
A inscrição será efetuada no próprio local das atividades, sendo obrigatório a doação de um quilo de alimento não perecível.
Em todas as atividades, a partir das 18h, haverá atendimento para efetuação da inscrição e recebimento dos alimentos.

sábado, 20 de novembro de 2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Que Droga de Religião?

Drog'As Baratas

A idéia do projeto "Drog'As Baratas" é abrir um debate amplo e sem preconceito nem censura sobre o assunto "Drogas". Diferentes pontos de vista serão bem vindos. Detratores e defensores, apólogos e teólogos. Dentro do espírito que norteia "A Barata: "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade". Alguns dos temas propostos são: A Droga da Maconha, A Droga da Religião, A Droga da Cocaína, A Droga da Televisão. A Droga do Remédio, A Droga do Trabalho, A Droga da Internet, A Droga do Sexo. Outros podem ser propostos e todos os textos poderão e deverão ser debatidos.

Fabio G. Carvalho

Que Droga de Religião?Em minha coluna para A Barata, comentei indiretamente e de uma forma bem humorada sobre um tópico que sempre me fascinou, religião. Na mesma ocasião, entrei em um outro assunto, que é justamente o tema pertinente a este texto, drogas.

As drogas e as religiões sempre caminharam lado a lado, não sendo raro as vezes em que um não sobreviveria sem o outro em determinadas culturas. O pensar religioso sempre apoiou seus dogmas no desconhecido, na necessidade de se acreditar, de ver coisas que os outros não vêem e principalmente nas experiências transcendentais, onde a consciência do homem comum alça vôo rumo ao desconhecido, proibido, sagrado ou inexplicável. Entretanto, estas experiências místicas de comunhão com deuses e visitas a santuários celestiais não são facilmente vivenciadas, e é aqui que se aponta a necessidade do ritual e da iniciação. Cada cultura, cada povo, ao longo de sua evolução criou suas próprias metodologias de se alcançar o inatingível, cada qual com seus rituais iniciáticos e seus intermediários entre o sagrado e o profano. E são justamente nestes intermediários que encontramos entre os mais diversos povos o hábito de utilizar substâncias que alteram a percepção do mundo, e a estas, esquecendo os cunhos esotéricos ou a pompa científica, podemos classificar como simplesmente drogas alucinógenas, termo que não contradiz a termologia científica mas fere profundamente a religiosa.

Esquecendo-se a forma pela qual encaramos o uso destas substâncias hoje e voltando um pouco no tempo, encontramos uma figura importantíssima nesta ligação, o Xamã. Uma mistura de sábio, mágico, curandeiro, profeta e líder, que tinha em seu poder o conhecimento do mundo sagrado, e por isto, detentor de enorme influência no destino individual e coletivo de sua tribo. Cabia ao Xamã não só receber e interpretar as mensagens divinas, mas também, orientar, e por vezes, fornecer o caminho a ser percorrido para o encontro com o sobrenatural, e era através do uso de determinadas drogas naturais que este passeio pelo inalcansável se tornava possível. Principalmente em regiões da Sibéria e na América do Sul, onde alguns Xamãs ingeriam cogumelos alucinógenos para induzir transe e visões. Eles acreditavam que estes cogumelos eram espíritos-guias, e ao come-los, eles absorviam determinadas qualidades dos espíritos. Entretanto, este consumo nunca foi utilizado para fins "profanos", e junto com sua ingestão, vinha antes de tudo, um ritual e uma circunstância especial para o consumo. Como exemplo desta importância do ritualismo podemos observar o tratamento dos índios Ianomâmis, da Amazônia. Estes índios, assim como todos os Xamãs, devem receber um árduo treinamento antes de finalmente manipular as forças espirituais. Esta preparação envolve jejum, celibato de mais de um ano de duração e inalação de substâncias alucinógenas em pequenas doses enquanto recebem ensinamentos sobre os hábitos, canções, atributos, preferências e aversões dos espíritos que o iniciado deseja incorporar. Os Ianomâmis chamam estes espíritos de Hekura. E quando o Hekura finalmente é atraído para o corpo do Xamã, ele recebe os poderes mágicos de cura e até mesmo o poder de enfrentar espíritos opositores, enviados por inimigos.

Em tribos do Congo e do Gabão, é comum o uso da ibogaína, extraída da casca da raiz da planta Tabernanthe iboga, em rituais religiosos de caça e de iniciação sexual. Esta droga se ingerida em altas quantidades provoca alucinações. Em concentrações menores, os nativos a utilizam como anestésico e remédio.

É fácil encontrar nas tribos nativas da Amazônia cultura semelhante desta visão de drogas como intermediárias do divino e sobrenatural, mas não somente as tribos indígenas, pois, há reminiscências deste hábito até mesmo nas "sociedades civilizadas". Na própria Amazônia iniciou-se um processo moderno de xamanismo com o consumo do chamado chá de Yagé, que é o nome de um cipó natural de toda região amazônica, desde o Brasil, estendendo-se por Colômbia, Bolívia, Peru e Venezuela. A bebida também é conhecido como Ayahuasca, Hoasca, Caapi, ou ainda como 'Vegetal' pela União do Vegetal ou 'Daime' pelo Santo Daime. E é justamente deste chá que se tratava a coluna citada no início deste artigo.A Ayahuasca vem sendo utilizada há milênios pelos povos indígenas da região. E segundo os mesmos, "A proposta básica destes e de diversos outros grupos é atingir o autoconhecimento através de experiências de tipo místico-espiritual, onde por meio de visões e estados de expansão da consciência chega-se a um estado de integração total com o cosmos, com a natureza e com o Criador." É importante lembrar que hábitos parecidos já foram evidenciados desde os Vedas que há 3.100 a.c. já praticavam rituais onde comungavam uma bebida conhecida como "Soma" e entre os índios do norte que utilizam para despertar a clarividência momentaneamente uma planta mexicana chamada "Peyote", que segundo alguns historiadores trazem este hábito dos próprios Astecas. Mas as raízes do consumo de "ervas e cogumelos" provavelmente remontam há ainda mais longe. Já que com a descoberta da agricultura durante o período neolítico (9000 - 500 a.C.), as plantas adquiriram um papel central na vida do homem. Graças às plantas, a vida humana deixou de ser nômade e exclusivamente dependente das forças da natureza, quando provavelmente iniciou-se o processo que culminaria nas tentativas de se conhecer o desconhecido e na posterior criação de Deus e da necessidade dos intermediários para alcança-lo.

Tempos depois, já na época dos grandes Impérios, não havia distinção entre a técnica médica e a magia, e assim, tudo que fosse capaz de modificar os estados de ânimo era considerado um sinal do divino. As plantas capazes de proporcionar tal efeito passaram a ser tratadas pelos sacerdotes como "enteógenas", ou seja, aquilo que engendra Deus dentro de si. Deste período, as drogas mais usadas eram as sedativas (entorpecentes), como o álcool, o ópio e as plantas anticolinérgicas. Mas havia também neste período, o consumo de drogas alucinógenas, como os cogumelos, que possuíam baixa toxicidade e grande atividade visionária, capaz de produzir um transe capaz de possuir o divino e não ser possuído por ele. O Bacanal é um exemplo do uso de drogas que intermediavam a comunhão com o divino. Quando os gregos interrompiam suas atividades e se entregavam a festas voluptuosas para comemorar a colheita da uva e agradecer ao deus do vinho, Baco, a chegada da bebida. Esses rituais, que permitiam aos homens um sobrevôo pelo mundo dos deuses através do consumo do vinho. Foi somente com o advento das religiões judaico-cristãs que o uso de drogas para fins místico-religiosos entrou em desuso, pois a partir daí, a crença passou a girar em torno de um único Deus. Não cabia neste novo sistema de crenças a reencarnação, o contato com espíritos, ou o uso de ervas, costumes preservado nas velhas religiões que deviam perecer para o triunfo do Deus único.

Mas assim como os antigos deuses, o consumo das drogas como ponte entre os mundos não desapareceu, e enquanto o homem não aceitar que NÃO precisa de intermediários e encontrar por si mesmo as respostas que precisa sobre este e o outro mundo, ela continuará presente em nossas vidas, seja através de rituais de iniciação ou simplesmente tentativas de fugir da realidade.
Fonte: http://www.abarata.com.br/Drogas_Baratas_Detalhe.asp?Secao=D&Codigo=120

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Educação em pauta

PART I


PART II

Os 10 mandamentos do aluno de educação online

1. Acesso à Internet: ter endereço eletrônico, um provedor e um equipamento adequado é pré-requisito para a participação nos cursos à distância;
2. Habilidade e disposição para operar programas: ter conhecimentos básicos de Informática é necessário para poder executar as tarefas;
3. Vontade para aprender colaborativamente: interagir, ser participativo no ensino à distância conta muitos pontos, pois irá colaborar para o processo ensino-aprendizagem pessoal, dos colegas e dos professores;
4. Comportamentos compatíveis com a etiqueta: mostrar-se interessado em conhecer seus colegas de turma respeitando-os e fazendo ser respeitado pelos mesmos;
5. Organização pessoal: planejar e organizar tudo é fundamental para facilitar a sua revisão e a sua recuperação de materiais;
6. Vontade para realizar as atividades no tempo correto: anotar todas as suas obrigações e realizá-las em tempo real;
7. Curiosidade e abertura para inovações: aceitar novas idéias e inovar sempre;
8. Flexibilidade e adaptação: requisitos necessário à mudança tecnológica, aprendizagens e descobertas;
9. Objetividade em sua comunicação: comunicar-se de forma clara, breve e transparente é ponto - chave na comunicação pela Internet;
10. Responsabilidade: ser responsável por seu próprio aprendizado. O ambiente virtual não controla a sua dedicação, mas reflete os resultados do seu esforço e da sua colaboração.

Fonte: CDTC

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Floresta Digital realiza “Oficina jornalismo digital”


O Floresta Digital, está com as inscrições abertas para a sua primeira Oficina  de jornalismo digital, que será realizada a partir do dia 06 de Outubro, através de seus telecentros em todo o Estado.


 
 Fábio Carvalho,
A oficina  foi elaborada sob supervisão pedagógica da Coordenadora Yana Silva, pelo estudante do terceiro período de jornalismo da Universidade Federal do Acre, Fábio Carvalho, que faz estágio no programa Comunidade Digital. De acordo com o estagiário "A oficina não tem intenção de se aprofundar no jornalismo", pois ele afirma que não é possível condensar tanto conteúdo em apenas duas semanas, a duração prevista da oficina. Segundo ele, o propósito desta oficina é "apresentar a profissão à comunidade, assim como os conceitos utilizados no meio, como Lide, Pirâmide Invertida, etc". Fábio afirma que a metodologia vai ser focada tanto na teoria quanto na prática, intercalando vídeos e slides com atividades práticas que reforcem o entendimento dos alunos. "Eu também curso Artes Visuais na Universidade de Brasília, por isso tenho uma visão bem metodológica ao lado da veia jornalística. Esta oficina é uma boa oportunidade de colocar em prática tudo que tenho aprendido nos dois cursos" afirma.


 
De acordo com o idealizador da oficina, ela é direcionada a um público jovem, entre 12 e 19 anos e será ofertada em dois horários, manhã e tarde, com duração de duas semanas de aulas. Ao fim da primeira semana os alunos sairão com um jornal personalizado e feito por eles mesmos através do desenrolar das aulas, "os alunos irão trabalhar mais o conteúdo do impresso na primeira semana, e na segunda, o foco vai para a internet e as novas mídias, que é um debate importante e que faz parte do cotidiano da maioria dos jovens". Ele conta também que é parte da metodologia da oficina trabalhar com blog, twitter, fotojornalismo e jornalismo cidadão. "Pretendo enfatizar também as mudanças que a internet vem causando na forma de se escrever e fazer jornalismo, mas sem anunciar a morte do impresso como muita gente faz. É preciso deixar claro que as mídias tradicionais sempre se adaptam com a chegada das novas" finaliza mostrando o enfoque multimídia pretendido na oficina.

As inscrições podem ser feitas em qualquer telecentro do Estado e mais informações podem ser buscadas através do site http://www.comunidadedigital.acre.gov.br/ ou pelo Twitter do Floresta Digital http://twitter.com/digitalfloresta


Fonte: Floresta Digital

Universitários levam oficina de arte à escola públ

Fonte: Agência de Notícias do Acre
Escrito por Ernani Baracho / Fotos: Assessoria SEE
  
Iniciativa faz parte do curso à distância da Universidade Aberta e UnB

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Equipe da UnB e acadêmicos mostram resultado do trabalho em grafitagem de Clementino Almeida
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Tecnica da Arte Postal possibilita o aluno a praticar toda sua criatividade e expressão
Acadêmicos do curso de Artes Visuais da Universidade Aberta do Brasil UAB/UnB ministraram na manhã desta quinta-feira, 30, para uma turma de alunos do 6º ano do ensino fundamental da Escola Padre Carlos Casavechia, no bairro Xavier Maia, em Rio Branco, uma oficina sobre Arte Postal. A iniciativa faz parte da disciplina Tecnologia Contemporânea na Escola.

Utilizando-se de cola, tesoura, recortes de revistas, fotografias e desenhos de artes, os estudantes orientados pelos futuros docentes em Artes Visuais confeccionaram dezenas de obras com mensagens criativas que foram trocadas entre os colegas de turma com seus pontos de vista sobre diversos temas. No final, todas as produções foram expostas no pátio de recreação da Instituição.

A técnica da Arte Postal se apresenta como uma das várias maneiras de manifestação artística. Ela se caracteriza por ser um meio de expressão livre, no qual envelopes, telegramas e selos postais são alguns dos suportes em que é possível a expressão da sensibilidade, além do uso da internet que veio como grande suporte para este tipo de expressão. Para o aluno Luique Guimarães, 12, participar da oficina o fez despertar para ver que tudo está integrado. “Observei que a arte tem um papel importante no aprendizado, pois ela pode me ajudar em outras disciplinas”.

Empolgada com sua primeira intervenção em sala de aula, a acadêmica Jorgete Leão, acredita que através da arte as pessoas têm liberdade de expressar o que sentem e pensam. “A arte amplia nossa concepção de mundo e oferece outras oportunidades de aprendizagem. Confesso que estou feliz pelo resultado porque vi que os alunos absorveram muita coisa”.

Diante da possibilidade de tornar o ambiente escolar mais alegre e atrativo, o estudante de Artes Visuais, Clementino Almeida, aproveitou a oportunidade para mostrar todo seu talento na arte de grafitar e presenteou a escola com uma grafitagem no hall de entrada da instituição.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Stairway to hellven




Como já havia sido solicitado que nós refizéssemos o trabalho apresentado “O homem minuto”, eu fiz este outro vídeo, desprovendo-o de qualquer dramaturgia. Que foi justamente o ponto fraco de nosso trabalho anterior. Outra questão é que nosso vídeo foi realizado com quatro pessoas e deveria ter sido apenas com três. Desta forma optei em sair do grupo anterior e fazer sozinho, mas depois a professora aceitou o grupo com quatro e o trabalho como estava, com pequenos ajustes a serem feitos.

De qualquer forma preferi deixar o outro grupo com o trabalho e apresentar este outro, pois gostei do resultado e não queria perder a oportunidade de mostrá-lo. Assim, com os acertos sugeridos sendo realizados no outro e mais este sendo apresentado por mim temos a chance de dois trabalhos melhores que a primeira versão apresentada.

O vídeo Stairway to hellven nasceu por acaso. Eu estava com uma webcam na mão e sem querer a virei para a tela do computador. Notei que a imagem criou um efeito fractal, como se fosse um caleidoscópio. E a cada movimento meu, eu detinha um certo grau de controle sobre os desenhos que se formavam. Achei muito interessante. Desta forma selecionei um pedaço da tela e virei a webcam para uma parte branca, criando um efeito como se fosse a parte de dentro de um papel recortado. E com a imagem da webcam virada para este quadrado, consegui um efeito de repetição que causou uma idéia de escada em eterno movimento. Dependendo do olhar de quem a observa, ela parece subir, ou, descer... Desta forma, coloquei-o no youtube no link: http://www.youtube.com/watch?v=88Kra2nhVVQ onde todos podem conferir o resultado.

O mérito deste vídeo, a meu ver, é que não utilizei nenhum recurso de “efeito especial” para conseguir o efeito que desejei. E olhando-o sem saber como foi feito é difícil acreditar que não houve manipulação em computador. “Menos é mais”.



Roteiro:

Selecionar área da tela do computador com um programa de gravação de Desktop, em seguida ligar a webcam e fixar no ponto escolhido com a intenção de criar um efeito fractal, onde a mesma imagem se repete infinitamente. Seguir a gravação realizando movimentos que desenham imagens e efeitos na tela. Desta forma, consegue um efeito de escadaria, que dependendo do ponto de vista parece descer, ou, subir. As cores fornecem outra possibilidade de trabalho, complementando a escada. È algo que sobe? Como se fosse um canhão de energia? Uma descarga elétrica? Um raio caindo? Uma boa de fogo? As possibilidades são imensas, por mais simples que o processo seja.

domingo, 19 de setembro de 2010

Arte Postal 2 - Frente


Minha Arte Postal foi realizada tentando estabelecer uma relação com o que temos aprendido nas aulas. Através destas cartas (criei duas) abordei questões como acessibilidade, tecnologia na escola, novas visões sobre velhos paradigmas, mudança de perspectivas e a dificuldade em ver as coisas de forma diferente. Entretanto, creio que não preciso passar aqui os significados pretendidos, deixo a cargo das pessoas que as receberam, fazer sua própria interpretação destes caminhos.

Para tornar minha Arte Postal palpável comecei pelo envelope. Peguei uma folha sulfite a dobrei-a de forma a deixar abas em cima e dos lados, que pudessem ser coladas, e assim criei meu envelope. Em seguida pensei na idéia que pretendia passar. Após identificar meu propósito comecei a procurar em diversas revistas, escolhi bem mais imagens além das usadas, mas selecionei as que eu poderia usar de forma a manter uma certa coerência. Tentei na verdade fazer uma imagem dialogar e completar a outra. Inclusive, um lado do envelope com o outro. Usei basicamente colagens, pois mesmo os desenhos que usei, são desenhos recortados de revistas.

Acredito que ficaram boas, meu interesse não é dar continuidade à rede, tentei passar certa mensagem à pessoas específicas e por isso focalizei minha atenção nisso. Caso pensasse em uma arte que fosse inserida na rede teria simplificado um pouco para dar mais espaço para complementações. Gostei do resultado final e da idéia, que pretendo colocar em prática mais vezes.

Arte Postal 2 - Verso


Arte Postal 1 - Frente


Arte Postal 1 - Verso




Uma interessante possibilidade artística...

sábado, 18 de setembro de 2010

O Homem Minuto





Nós realizamos este trabalho de forma bem simples e rápida. Nos reunimos na casa de nossa colega Jorgete, que fica no centro, mais próximo a todos. Criamos o roteiro seguindo a idéia de utilizarmos um vídeo que utilizasse o conceito do tempo.
Desta forma utilizamos uma máquina fotográfica que grava em vídeo e filmamos cerca de dez a quinze minutos. A idéia do roteiro era que o tempo estivesse acelerado ao redor do homem, mas que ele estivesse em tempo normal. Para conseguir isto gravamos normalmente, sem nenhum tipo de efeito, entretanto, o homem fez seus movimentos de forma muito lenta, de forma que tudo a seu redor estivesse normal, mas ele numa espécie de câmera lenta.
O passo seguinte foi colocar tudo no computador e usando um programa simples de edição (Windows Movie Maker), nós simplesmente aceleramos o vídeo final. Desta forma conseguimos o efeito desejado de que tudo ao redor dele fosse rápido enquanto ele permaneceu em velocidade normal.
Na verdade o vídeo poderia ficar um pouco melhor, pois quanto mais lentamente o homem se mexesse, mais real sua velocidade ficaria e mais as coisas à sua volta poderiam ser aceleradas. A idéia é que tudo fosse acelerado bem mais, de forma que se tornassem quase borrões. Mas o programa não conseguia reproduzir o vídeo de forma muito acelerada, e também o ator teria de ter feito seus movimentos mais lentamente.
De qualquer forma, creio que conseguimos o intento de realizar tudo conforme a idéia original e com pouquíssimo recurso técnico conseguimos criar um “efeito especial” sem efeitos complexos de computador (excetuando-se a aceleração). Também improvisamos um pouco para adaptar o roteiro.

Ela
Personagens:
Homem
Morte
Pessoas ao redor


Sinopse


Um homem fica parado no mesmo lugar, movendo-se pouco, olha para os lados, para cima, para baixo. Parece deslocado, confuso, há algo que ele não entende. Ao seu redor vemos apenas vultos, pessoas realizando coisas de forma muito rápida, os carros passam por ele rapidamente, tudo se move muito rápido, exceto o homem. Ao final ela lhe dá a mão tudo escurece.


Roteiro

FADE IN
Homem caminha normalmente pela rua
Uma mulher passa por ele e eles flertam
Ela se vai e ele para com cara de bobo.
Ao redor do homem tudo se acelera (várias músicas misturadas, Rush, Los Porongas, Metallica, Sepultura, Prodigy)
Olha para cima, para o lado, para o outro (rápido mesmo)
Pôe a mão na cabeça
Coloca as mãos no rosto, imitando O Grito
A mulher dança à sua volta, ela também é vista “devagar”.
Ele observa confuso, tenta acompanhar mas não consegue
Ela sai. (fim da música)
Homem começa a passar mal
Cai
Ela passa a seu lado e lhe estende a mão.
Ele segura e saem
FADE OUT

domingo, 5 de setembro de 2010

O Show de Truman




O filme O Show de Truman conta a história de um pacato vendedor de seguros em uma pequena cidade interiorana chamada Seaheaven. Até aí nada demais. Entretanto Truman é vigiado em tempo integral por câmeras ocultas, que o tornam um astro involuntário do maior reality-show já produzido, um perfeito exemplo do que Orwell previa com seu Grande Irmão.

Superficialmente o filme é apenas mais uma comédia de um ator caricato que se repete a cada nova interpretação, mas carrega junto a si em uma análise mais meticulosa, um amálgama de questões profundas e filosóficas. Truman aos olhos de seus fãs, que o acompanham desde o nascimento, é uma estrela. Todos se emocionam com sua vida. Mas aos nossos olhos, ele aparece como a síntese máxima de uma pessoa que se transformou em mercadoria midiática e, através de seus conflitos e simplicidade vamos percebendo aos poucos o quão cruel pode ser a mídia e a necessidade de exploração da imagem.

Além disso, há no filme outras perspectivas possíveis para os fatos, há a nossa, observadores oniscientes, há a de Truman, vítima ignorante do que se passa à sua volta e há a dos outros participantes, que mesmo após “saírem” do show, não conseguem se livrar dele, acompanhando-o pela TV (o que deveria levá-los a uma mudança de perspectiva nas coisas). Truman vive ilhado em um mundo de fantasia, onde tudo é controlado por forças externas às quais ele desconhece, é um prisioneiro, um brinquedo televisivo que acaba por representar grande parte de nossa sociedade, que vive atrelada às manipulações de quem lhes dita a forma de viver a própria vida e do que deve assistir, comer, vestir e escutar.

No filme, há ainda a tentativa de alguns atores de alertar Truman da mentira em que vive. Mas aqueles que assim agem são expulsos do filme e uma explicação lógica é adaptada ao roteiro. Roteiro que aliás é elaborado cruelmente, para que Truman nunca saia de Seaheaven e descubra o mundo verdadeiro que escondem dele. Quando Truman começa a desejar expandir seu mundo e conhecer outros locais (que o levariam para fora de seu cenário) os produtores fazem todo o possível para afastá-lo de seus anseios, algo na verdade não muito diferente do que ocorre no mundo real, pois sempre que alguém chega perto da verdade que aflige aos poderosos, estes por sua vez usam de seu poder para fazer o povo mudar de idéia, e se não conseguir pela manipulação, pelo medo.

E finalmente, após milhares de episódios, seu mundo se torna pequeno demais, e Truman sai em busca do que há lá fora (mesmo saber que literalmente é algo que está lá fora) e parte em uma jornada onde enfrenta seu medo do mar e todas as dificuldades impostas pela produção que faz o possível para causar seu insucesso e salvar o programa. Assistido com deleite pelos seus milhares de fãs, Truman finalmente descobre a verdade (ou a mentira), e sai pela porta que separa o seu mundo do novo mundo que o espera com uma típica frase de shows americanos “caso não os veja de novo, tenham uma boa tarde e uma boa noite”. Seu público grita eufórico, emocionado, mas em nenhum momento se lembra que sem público para assistir, não existiria esta falácia. E é isso que nunca lembramos quando nos sentamos sem questionamentos em frente à TV e assistimos qualquer coisa que esteja passando.


Referência bibliográfica:

WEIR, Peter. O show de Truman: o show da vida. Estados Unidos: Paramount Pictures, 1998.

Memorial Descritivo: A Bela da Tarde




Após uma conversa com os colegas do meu grupo, Clementino e Mardilson , o processo criativo da Fotonovela “A Bela da tarde” nasceu inspirado no filme “La Belle de Jour (traduzido do francês como A bela da tarde, mas o correto seria A Bela do dia)” e na música de Alceu Valença. A partir deste título comecei o roteiro ainda em sala de aula, no encontro presencial no pólo de Rio Branco.

Como eu sabia que teria mais facilidade para fazer o roteiro e eles por outro lado desenham infinitamente melhor que eu, combinamos de eu fazer o roteiro e em seguida lhes passar por e-mail, para que pudessem fazer o storyboard. Comecei ali mesmo o roteiro e fiz duas páginas. Em casa terminei e mandei por e-mail. Mardilson realizou o trabalho durante a semana e no encontro presencial na quarta seguinte, de posse do roteiro e dos desenhos começamos a fotografar. Devido à questões técnicas e materiais, improvisamos um pouco e modificamos o roteiro, sem fugir de sua base. Neste processo recebemos ajuda da nossa Tutora Marjane que interpretou a Bela da Tarde e do Tutor de Teatro Marco, que tirou duas fotos. Em seguida, passei as fotos para o Notebook de Clementino que ficou responsável por inserir os diálogos nas imagens e montar a história, nos mandando por e-mail na sexta, para que pudéssemos ter tempo hábil para enviar o trabalho até domingo. Ele ficou com esta parte por ter programas adequados e experiência no Photoshop para trabalhar as imagens.
Infelizmente não consegui abrir os anexos (imagem por imagem) que Clementino mandou pelo e-mail, e por isso, sem ter tempo para esperar uma resposta por e-mail, eu mesmo montei a história, entretanto no Word mesmo. Acredito que por ter programas mais específicos Clementino faria um trabalho melhor, mas mesmo limitado pelo Word, o trabalho final ficou bom.


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Telecentros de portas abertas para cursos on-line gratuitos


Uma das grandes propostas dos telecentros é tornar os seus usuários pró-ativos, capazes de desenvolverem através da internet competências e habilidades que contribuam para o seu crescimento pessoal e profissional. Já possuem em sua programação diversos cursos e oficinas dos mais diversos temas, mas pode-se buscar no próprio telecentro uma complementação destas atividades através de um curso on-line.

Leia a matéria completa aqui

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Vídeo curso completo - GIMP - Iniciante

written by LedStyle

(Antônio “LedStyle” Cláudio) - http://ledstyle.tuxresources.org


Atendendo a pedidos, estou disponibilizando um vídeo curso completo de GIMP nível iniciante. São 10 aulas de minha autoria que criei já tem algum tempo, mas não havia disponibilizado na internet por falta de tempo. Estou disponibilizando todo o material gratuitamente sobre a licença Creative Commons BY-ND. Isto quer dizer que você pode e é encorajado a distribuir este material livremente, e que pode fazer uso comercial também contanto que o mesmo não seja modificado e que meus créditos sejam mantidos. Meu único pedido é que em qualquer exibição pública sejam mantidos meus créditos (Antônio “LedStyle” Cláudio - http://ledstyle.tuxresources.org). Lembro-me ainda de algumas pessoas que se apossaram de meu antigo artigo comparativo “Windows x Linux Screenshot a Screenshot” retirando todos os créditos e assinando seus nomes no lugar. Definitivamente este tipo de atitude desencoraja contribuições de peso por qualquer membro da comunidade Open Source!


Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma
Licença Creative Commons.

Eu gravei os vídeos em qualidade alta, mas não é viável disponibilizar desta forma (são 744MB de vídeo) pois a transferência seria muito acima do meu orçamento. Por isso disponibilizei o conteúdo no Google Vídeos que abaixa bastante a qualidade, mas deve dar pra aproveitar alguma coisa. Se alguém quiser ceder um host eu hospedo em qualidade alta sem problemas.
O foco é o público iniciante, que nunca teve contato com o GIMP ou que domina apenas noções básicas do programa. Ao final do curso, você será capáz de tratar fotos, cortar em formatos de revelação, fazer pequenos ajustes como remoção de pintas e marcas d’água e adicionar alguns efeitos como molduras e textos estilizados. Eu pretendia gravar os níveis Intermediário e Avançado, mas não prometo nada, não sei se será possível. De qualquer forma fica aí a contribuição com o nível Iniciante.

Seguem abaixo as informações e links para as aulas:

ATENÇÃO: Antes de iniciar os vídeos, certifique-se de configurar seu navegador para guardar pelo menos 150MB de cache. No firefox vá nas preferências > Avançado > Rede > Cache. Alguns vídeos possuem cerca de 100MB e caso o cache esteja configurado para menos que isto, o navegador só irá descarregar aquela quantidade de bytes e seu vídeo irá parar no meio. Se o vídeo parar de carregar no meio, é sinal de que o cache de seu navegador está cheio. Seria interessante limpá-lo e aumentá-lo.

Vídeo Aula GIMP - Aula 1 - Introdução
Nesta aula aprenderemos um pouco sobre o significado da palavra GIMP, conheceremos o site dos desenvolvedores e a interface básica do programa.

Vídeo Aula GIMP - Aula 2 - Navegação
Nesta aula iremos aprender as ferramentas básicas de navegação no GIMP. Como trabalhar com zoom, se movimentar pela tela de pintura, janelas e uma breve introdução sobre camadas (layers).

Vídeo Aula GIMP - Aula 3 - Ferramentas
Nesta aula iremos aprender algumas ferramentas disponíveis no GIMP. Trabalharemos com as 4 ferramentas de seleção, modos de substituição, adição, subtração e intersecção.

Vídeo Aula GIMP - Aula 4 - Ferramentas 2
Nesta aula iremos aprender mais algumas ferramentas disponíveis no GIMP. Veremos alguns recursos avançados nas ferramentas de seleção, ferramenta de preenchimento, rotacionar, redimensionar, inverter, mover, perspectiva e gradiente.

Vídeo Aula GIMP - Aula 5 - Ferramentas 3
Nesta aula iremos aprender um pouco mais sobre as ferramentas de desenho e pintura. Utilizaremos o lápis, pincel, caneta, borracha e aerógrafo.

Vídeo Aula GIMP - Aula 6 - Retoques
Nesta aula iremos aprender a aplicar alguns retoques em imagens como trabalhar com remoção de pintas, manchas e marcas d’água.

Vídeo Aula GIMP - Aula 7 - Cores
Nesta aula aprenderemos a trabalhar com cores e faremos ajustes com curvas de brilho e contraste.

Vídeo Aula GIMP - Aula 8 - Camadas
Nesta aula aprenderemos um pouco mais sobre as camadas (layers). Criação e remoção de camadas e como trabalhar com diversas camadas. Também veremos uma breve introdução sobre mistura de camadas com opacidade variada.

Vídeo Aula GIMP - Aula 9 - Filtros
Nesta aula iremos conhecer alguns dos mais comuns filtros do GIMP e introdução a scripts no GIMP.

Vídeo Aula GIMP - Aula 10 - Na prática
Nesta aula iremos aprender a utilizar os conhecimentos adquiridos nas últimas aulas para tratar uma imagem desde que recebida da máquina digital até sua arte final. Ajustaremos o brilho e luminosidade, remoção de pintas na pele, corte em formato retrato para revelação, adição de moldura, sombra, efeitos e texto.

Para acompanhar e re-fazer os exercícios, você pode baixar todas as imagens utilizadas no seguinte link:

Download das imagens utilizadas nas aulas

Um forte abraço a todos! E eu não morri não, rs. Só estou meio sem tempo pra contribuir com a comunidade!

PS: O áudio está um pouco baixo, sinal de muitos “reencodes” (não achei um bom termo em pt pra essa palavra). Usem fone de ouvido que vai na boa.


Fonte: http://www.tuxresources.org/blog/archives/183

domingo, 22 de agosto de 2010

Uma analogia entre o filme O Quarto Poder e o documentário Muito Além do Cidadão Kane

O filme O Quarto Poder do diretor Costa Gravas nos remete a uma idéia bastante explorada pelo cinema, a influência da mídia sobre a opinião pública, evidenciando o que seria de fato o “quarto poder” a que o título se refere. Na verdade, filmes como A Montanha dos Sete Abutres de Billy Wilder, Mera Coincidência ou o clássico de Orson Welles, Cidadão Kane, já exploraram este assunto de forma melhor e mais aprofundada, já que durante grande parte de O Quarto poder, nossa atenção se volta ao lado humano do repórter e do seqüestrador, que invertem seus papéis e tornam-se não apenas parceiros, mas retratos ambivalentes, símbolos do arrependimento que comove e causa comoção, fazendo o telespectador “torcer” por suas vitórias.

Mas na verdade, o propósito deste texto não é fazer uma crítica cinematográfica do filme, tampouco abordar a psique destes personagens e sua evolução no desenrolar da trama. O que interessa de fato é a relação que há entre O Quarto Poder com o documentário Muito além do Cidadão Kane; documentário do diretor Simon Hartog produzido pela BBC de Londres há alguns anos, e que, não por mera coincidência teve o seu título inspirado no citado Cidadão Kane. O filme fala de um grande magnata, dono de um verdadeiro império das comunicações, o Sr Charlie Foster Kane. Homem inspirado em William Randolph Hearst o grande magnata da comunicação. Uma inspiração que custou caro ao cineasta Orson Welles. O documentário também fala de um grande e poderoso império, mais especificamente daquele de propriedade de Roberto Marinho; a Rede Globo, a mais influente rede de comunicações do Brasil e uma das maiores do mundo. Também não foi por mera coincidência que o documentário foi proibido no Brasil...

“A Globo na verdade tem a vocação governista, e o que ela não quer é que seus interesses sejam contrariados”.
Argemiro Ferreira (Muito Além do Cidadão Kane)

No filme O Quarto Poder vemos claramente a forma com que um único repórter consegue mudar a imagem de um homem que até então não poderia ser visto pela opinião pública como outra coisa além de um perigoso seqüestrador para uma celebridade, uma vítima das circunstâncias que merece nossa compaixão. A história é até certo ponto muito verossímil, e depois dele, parece ainda mais, se levarmos em consideração o poder que um Roberto Marinho possui “Ele é mais poderoso até que o Cidadão Kane” disse Chico Buarque em um trecho do documentário. Esta perigosa questão fica clara no filme, embora nele tenhamos de nos ater um pouco mais ao que não é explícito.

Em determinado momento o repórter Max alerta para o seqüestrador não fazer nada que possa alterar a boa imagem que conseguiram, pois a opinião pública é volátil. Portanto, concluímos que não importa a verdade; mas o que é mostrado como verdade. Tanto é assim que a o material bruto da reportagem produzida por ele e sua assistente para defender Sam foi recolhido e reutilizado pelo repórter rival para exatamente o contrário; denegrir a imagem de Sam . O material colhido era o mesmo, mudou-se apenas a intenção e consequentemente o enfoque dado. E assim, uma entrevista que mostrava uma mãe orgulhosa do bom e equilibrado filho e uma esposa caridosa grata pelo bom marido que tem se tornou facilmente, apenas pela edição, uma entrevista inquisitiva, cheia de raiva, mostrando um homem desequilibrado. Qual era a verdade portanto?
Como telespectadores, somos habilmente conduzidos pelo diretor, pela história comovente e pelo desenrolar dos fatos a apoiar o seqüestrador, humanizamos seu ato e acabamos torcendo por ele e pelo amigo repórter. Mas aqui também somos manipulados e talvez aqui resida o maior mérito metalinguístico do filme, ele critica a manipulação pela mídia, mas nos manipula brilhantemente. Ou alguém que esteja livre da influência da comoção dos protagonistas torce para um seqüestrador armado e com crianças presas consigo? Claro que como telespectadores somos quase “oniscientes” e vemos o que nem o público (do filme) nem os personagens vêem, mas um seqüestrador armado não deveria ser julgado pelas suas razões, mas pelos seus atos e manipulados tanto pelo carisma dos atores e personagens quanto pelo roteiro, o vemos como desejam que o vejamos. Desta forma, a resposta para a pergunta que encerra o parágrafo anterior é apenas uma, nenhuma das duas edições retrata a verdade, ambas sofreram interferências com o propósito de manipular os telespectadores e mostrar apenas um lado da realidade, o que lhe interessava, sem ética, escrúpulos ou compromisso com a verdade.

Neste ponto devemos voltar nossa atenção para Muito além do Cidadão Kane. O documentário cita o poder da Globo e constata que a grande maioria da população brasileira só assiste à Globo como fonte de informação. Isso é muito perigoso se levarmos em consideração o fato de que não temos resposta para a mesma pergunta feita para o filme, qual verdade ela aborda? Ou, a verdade de quem? De acordo com o documentário não é por acaso que a Globo sempre esteve ao lado do poder. Na ditadura, mostrou apenas a verdade dos militares; anos depois, para eleger Collor atuou como o repórter do filme, editou o material e mostrou algo que não retratava a verdade, fazendo Collor se sobressair perante Lula e crescer no Ibope. Uma coisa leva à outra e como foi dito no filme, a opinião pública é volátil, enaltecido pela “vitória” Collor cresceu nas pesquisas, ganhou o voto da massa e foi eleito... Com uma “simples” edição a rede elegeu o presidente do Brasil e fez como Max e Sam, tentou mostrar uma imagem positiva para o público. “Na sociedade do espetáculo, a política é fundada na aparência, na imagem que "passa bem" na televisão, no rosto que "fotografa" bem. O essencial é comunicar, o importante é convencer” (Belloni). No filme, o homem desnorteado, vítima das circunstâncias, no Brasil, o jovem e vigoroso caçador de marajás no mais perfeito exemplo de como “Televisão domina a nação” (Daft Punk).

“Democracia pressupõe a liberdade de comunicação, a liberdade de expressão. E não haverá liberdade de expressão se os meios de comunicação não forem democratizados. Se você tem um instrumento de comunicação que por dia fala com 70 milhões de pessoas, e o controle destas mensagens é feita apenas por uma equipe, coordenada ideologicamente por um senhor, eu penso que aí está descaracterizada qualquer possibilidade de democracia”.
Luís Inácio Lula da Silva (Muito Além do Cidadão Kane)

À época do documentário, Roberto Marinho ainda estava vivo e a Rede Globo possuía uma influência muito maior que a de hoje, quando a Record, seguindo o próprio critério estabelecido como padrão Globo de qualidade começou a ameaçar a rival. Ainda assim a Globo ainda é a maior e mais influente, quase

“como um sinônimo ela própria da palavra televisão (...) uma voz autorizada, a única confiável, indiscutível, uma espécie de discurso competente que nos ensina a direção, aponta-nos a saída, mostra-nos a entrada e nos dá a resposta daquilo que muitas vezes acreditamos com convicção serem escolhas, gostos, idéias e pensamentos absolutamente pessoais, produto da nossa originalidade enquanto indivíduos" (Pellegrini citado por Porto 1993)

É aqui onde as lentes convergem, pois Muito além do Cidadão Kane é um documentário que fala do tema central do filme O Quarto Poder; uma influência tão grande que é capaz de modificar a opinião de uma parcela imensa da população com uma simples deturpação de pesquisa; ditar modas, impor costumes, criar mitos da noite para o dia, vender a imagem que lhe convém, apoiar e derrubar presidentes; um poder que no Brasil é brilhantemente representado pelo Plim-Plim da Globo quanto de toda a mídia, e que poderíamos chamar de “o quarto poder” do país. “Apud Rosebud”...

Referências:

WELLES, Orson. Cidadão Kane (1941)
GRAVAS, Costa. O Quarto Poder (1997)
HARTOG, Simon. Muito Além do Cidadão Kane (1993)
PORTO, Tânia Maria Esperon. A Televisão na Escola... Afinal que pedagogia é esta? - Capítulo 3: A Mídia Televisica, O Adolescente e A Escola Pública
BELLONI, Maria Luiza. O que é mídia-educação. Capítulo 3: Mídia-Educação / Ética e Estética

Análise do programa “O Show do Tom”


O programa O Show do Tom é exibido pela TV Record aos sábados à noite, com Classificação Livre. Seu maior público é infanto-juvenil, devido a seu teor humorístico e de piadas fáceis, sátiras de humor relacionadas à novelas, celebridades e outros programas de TV. Desta forma segue o manual da prática popular da televisão “exigindo pouco esforço e envolvimento do receptor na recepção de mensagens” (Porto).

Como a maioria dos programas de humor, O Show do Tom apresenta uma visão caricaturada da realidade. Desta forma é comum que negros, crianças, ou “pessoas diferentes” sejam tratadas como inferiores, que idéias como a diversidade sexual sejam representados de forma extremamente estereotipada e preconceituosa e que as mulheres, em sua maioria sejam retratadas de forma insinuantes e provocativas.

“No Brasil, a paisagem televisual transpira sexo, de modo geral apresentado de modo aviltante para a mulher, as minorias, os adolescentes, para a pessoa comum que está na platéia, o telespectador” (Belloni).

Algumas vezes os personagens acabam até servindo para reflexão quando há disposição do telespectador para isso. A empregada doméstica Jarilene, retratada pelo próprio Tom Cavalcanti é um símbolo que pode ser visto apenas como um retrato da simplicidade do povo brasileiro, mas é também uma crítica social “eu poderia estar matando, roubando, me prostituindo, mas estou trabalhando”. Ou, pode ser encarada simplesmente como conformismo; nasceu pobre (ou ignorante) morre pobre e ignorante, sem oportunidades de ascensão social.

"Todos passam por um embelezamento estético, por lima assepsia que interessa também à imagem idealizada pelo povo. Os abismos entre as classes são abreviados. Os confrontos sociais são tratados de forma estereotipada" (Porto, 1993).

Como um programa embasado na visão cristã-ocidental, a maioria de suas mensagens podem ser encaradas como maniqueístas; o bem é o bem e o mal é o mal, não há meio termo. Há sempre uma “verdade abslouta” implícita nas piadas. As maiores vítimas das piadas são os homossexuais. Em todas elas o estereótipo de gazela saltitante é lançado como verdade incontestável. São objeto de riso, mas incutem no imaginário popular uma falsa imagem que os homossexuais são “seres anormais”, e como tal incutem a homofobia como uma qualidade e não um problema a ser questionado. Por se habituar a este comportamento através da observação da TV, o público, em especial as crianças, acabam aceitando a homofobia como algo normal.

“A aprendizagem da criança frente à televisão, porém, tem formas singulares: é essencialmente uma aprendizagem por impregnação, isto é, involuntária, inconsciente, sem querer, sem saber” (Belloni).

Como os assuntos abordados no programa são de cunho popularesco e não exigem nenhum esforço do público para captar as mensagens, não há a intenção de aprofundar quaisquer questionamentos. Basta apresentar a situação caricata e expô-la, para em seguida ir para a próxima situação. Ao fim do programa, pouco, ou quase nada é realmente absorvido de forma positiva, mas o comercialismo sai triunfante, já que entre seus quadros há sempre comerciais, tanto entre os blocos, quando entre uma passagem e outra o próprio apresentador faz o comercial ou nos intervalos comerciais propriamente.
Entretanto devemos lembrar que “A TV é dualista: retrata a vida porque precisa ser inteligível para o público que quer atingir e é guiada pelos interesses da sociedade consumista que ajuda a construir” (Porto). Desta forma, deve haver um esforço continuo da sociedade para que se busque uma elevação no nível dos programas, pois sendo comerciais, sempre atenderão a demanda do povo e este círculo ora vicioso, ora virtuoso sempre irá se embasar nesta dualidade.


Referências:


PORTO, Tânia Maria Esperon. A Televisão na Escola... Afinal que pedagogia é esta? - Capítulo 3: A Mídia Televisica, O Adolescente e A Escola Pública
BELLONI, Maria Luiza. O que é mídia-educação. Capítulo 3: Mídia-Educação / Ética e Estética

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Telecentros ajudando a formar professores


Os telecentros, como apontado em matérias anteriores são ferramentas indispensáveis para a inclusão social e digital, e muitas pessoas os utilizam como aliados para estudarem, realizarem trabalhos e concluírem sua formação superior, principalmente nos cursos de ensino à distância (EAD), que tem se tornado uma alternativa de estudo cada vez mais procurada.

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Telecentros ajudando quem estuda à distância


Hoje é fácil verificar a existência de pessoas que não conseguiram estudar em alguma fase de suas vidas. Igualmente fácil é verificar que muitas destas pessoas retornaram aos estudos graças ao sistema de estudo à distância (EAD). E também o crescente número de usuários de telecentros que buscam o espaço para isso.

Ao contrário do que muitos pensam, estudar à distância é muito difícil. Para compensar a falta de um contato diário com o professor a rotina de exercícios é puxada. O aluno deve participar de muitos fóruns para se socializar, debater os assuntos com os colegas, tirar dúvidas e ainda aprofundar os temas. Invariavelmente há uma grande quantidade de textos por matéria e muitos trabalhos para apresentar.

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

O ensino das Artes Visuais

O ensino das artes visuais na escola está passando por um estágio de definição. Já sofreu inúmeras mudanças desde suas raízes no academicismo europeu, mas sobretudo, após o século XIX e no início do séculoXX, quando a idéia dominante era de que a arte deveria se estendida à todas as classes sociais, embora com finalidades voltadas ao trabalho. Entretanto, este processo ainda não conseguiu estabelecer sua fórmula ideal, que seja aceita pela maior parte dos educadores ao mesmo tempo em que consiga cumprir todos seus objetivos educacionais, talvez, por em estar em constante evolução. De acordo com ASLAN “Em cada época e lugar, um conjunto complexo de intenções, teorias, práticas e valores afetam as tendências pedagógicas”

Desta forma a pretensão deste trabalho não é apontar qual o melhor sistema de ensino ou a melhor escola, mas apenas analisar de modo genérico, sem apontar uma época ou sistema específico de ensino de arte a forma como a arte está sendo ensinada hoje na maioria das escolas e qual é o foco deste ensino. Muitas vezes tido apenas como um “ensinar a copiar desenhos”, o ensino das Artes Visuais sofre com a falta de visão de muitos coordenadores pedagógicos, professores e alunos que não conseguem enxergar nos objetivos do ensino das Artes Visuais uma ferramenta capaz de ir além do brincar de arte. Se por um lado os objetivos desta disciplina caminham entre fomentar o conhecimento, desenvolver o senso crítico, a sensibilidade artística e o conhecimento teórico que embasa tudo isso, na prática o que vemos são alunos desinteressados e professores despreparados para fazer cumprir estes objetivos.

“a educação crítica e performativa sobre a cultura visual é muito mais que uma celebração dos prazeres dos aprendizes” Hernández (2007 pág 70).

Isso significa que se esquecendo dos objetivos do ensino e assumindo uma posição passiva e despreparada o arte-educador se limita a oferecer aos alunos apenas exercícios superficiais, embasados apenas no fato de que irá entretê-los, deixá-los “fazendo alguma coisa” agradável para assim criar a ilusão de que gostam de arte (ou no caso, ao menos da aula). Ele aponta que é muito mais válido “propor algo que os incomode e desafie, colocando em circulação diferentes saberes e provocando o envolvimento dos sujeitos” (pág 82). Note-se ainda que Hernández utilize o termo cultura-visual. Neste trabalho não se pretende entrar nesta questão etimológica, por isso consideremos apenas que todos os termos ligados às Artes Visuais que porventura sejam utilizados são referências ao ensino de Artes.
“Para nós, arte/educação ou ensino de artesvisuais é entendida de modo genérico como qualquer prática de ensino e aprendizagem em artes visuais e visualidade, em qualquer relação de tempo e espaço (DIAS, Pág 05)”

Esta postura de passividade demonstra a falta de qualquer método no ensino de Artes Visuais. Cria-se uma sensação de que nada se aprende realmente, uma situação tão ruim quanto a escolha de uma metodologia equivocada, que acabe privilegiando culturas hegemônicas ou mesmo determinados alunos em relação à outros, o que também ocorre com freqüência. Segundo Donald Schon

“os bons profissionais utilizam um conjunto de processos que não dependem da lógica, da racionalidade técnica, mas sim, são manifestações de sagacidade, intuição e sensibilidade artística” (O saber fazer-docente, 2002)

Desta forma, fica evidente que o bom ensino depende de um tênue equilíbrio entre teoria e prática. Se por um lado, há passividade e a carência de método, por outro há o método mal aplicado e o tecnicismo. Para encontrar o equilíbrio nesta equação, o professor deve planejar, seu método de ensino embasado em objetivos claros e definidos. A intuição, sagacidade e sensibilidade artística citadas por Schon são as ferramentas que darão equilíbrio à esta composição. Se utilizadas em demasia, afastam-se do método e não alcançam seu objetivo. Se não utilizadas, causam um aprendizado mecânico, frio e amarrado, que não consegue envolver e tampouco chega aos objetivos desejados.

Mas também é evidente que o ensino precisa estar embasado em objetivos bem definidos, que sirvam como a bússola do processo, afinal, todo o processo metodológico e tudo que o professor propõe em sala de aula é para fazer cumprir determinado fim. Sem a bússola o navegador se perde na vastidão do oceano, onde as possibilidades são muitas podem afastar cada vez do objetivo pretendido. Navegadores mais experientes podem até esquecer este instrumento e se guiar pelas estrelas, mas na maioria das vezes a chegada se dará de forma mais dificultosa e nem sempre sem avarias. O segredo é planejar,

“Para tal empreendimento, o professor realiza passos que se complementam e se interpenetram na ação didático-pedagógica. Decidir, prever, selecionar, escolher, organizar, refazer, redimensionar, refletir sobre o processo antes, durante e depois da ação concluída” (LEAL, Pág 02).

Mas o cenário apontado anteriormente é um retrato de como se encontra o ensino de Artes Visuais como um todo, não avalia e não tem a pretensão de abranger a todos os profissionais, pois é nítido também que já existe uma mudança nestes paradigmas, e não só os profissionais começam a se adequar à esta nova realidade de ensino, o fazem também as instituições e os governantes. Segundo ASLAN, os próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) surgidos à partir de 1990 começam a contribuir para uma nova visão para o ensino da arte “porque não são uma metodologia nem uma proposta de currículo, e sim um conjunto de princípios que reorientam a visão do ensino de arte” .




Referências

ARSLAN, Luciana Mourão e IAVELBERG, Rosa. O Ensino de Arte no início do século XXI. 2006. Thomson Learning.

HERNANDÉS, Fernando. Catadores da Cultura Visual: transformando fragmentos em nova narrativa educacional. 2007. Editora Mediação.

LEAL, Regina. Planejamento de Ensino: peculiaridades significativas. Universidade de Fortaleza.

DIAS, Belidson. Escritos Essenciais, Unidade 3. UNB-UAB

domingo, 18 de julho de 2010

Arte, Artesanato e Design

O período da industrialização foi marcado por uma ruptura artística entre o romantismo e o academicismo. O romantismo fazia prevalecer qualidades baseadas no sentimento, na emotividade, na personalização da obra através do trabalho artístico, indo contra os métodos acadêmicos, que pareciam privilegiar mais a reprodução que a criação artística. Esta discussão se estendeu mais com a industrialização, pois se antes a Arte não podia ser reproduzida em grande escala, após o advento das máquinas e das possibilidades de se reproduzir as obras artísticas em série, foi necessário levantar-se novos questionamentos sobre o que era arte e o que era mero produto.

Não acredito na distinção que se faz entre arte e artesanato. Esta distinção se baseia numa premissa maniqueísta de que ou há artistas ou não há. Como se todos os artesãos houvessem sido engolidos pela indústria e hoje toda arte em série seria artesanato, uma arte menor à qual não há nenhum aspecto superior. Esta afirmação de que toda arte reproduzida em série é artesanato não enfoca os artistas que fazem dezenas de estátuas de barro para vender em suas barraquinhas de artesanato. Para mim são tão artistas quanto alguém que só faça uma, totalmente personalizada e que vá para um museu. Onde estão os nossos Warhols para confrontar este paradigma? Entretanto, este é um pensamento pessoal, embasado no fato de que os conceitos de arte variam e que as hegemonias não são visíveis onde predominam, mas apenas onde lançam suas sombras. O correto, segundo as convenções seguidas pelos artistas e arte-educadores é que há diferença entre arte e artesanato, embora seja visível também que existam vozes discordantes no próprio meio; Semper, Josef Hoffmann, Kolo Moser.

A arte é vista como, uma criação desprovida de utilitarismo, enquanto o artesanato por sua vez assume uma concepção utilitarista. Ou seja, o que distingue a arte do artesanato segundo este critério é a intenção do uso do objeto. Se faço uma escultura de São Sebastião para expressar meu sentimento é arte, se faço estátuas de barro de são Sebastião para atender a demanda católica é artesanato. Mas seguindo este raciocínio também deveria ser uma “arte menor” os quadros renascentistas feito sob encomenda. Estes quadros expressam o sentimento, um estado de espírito frente à realidade, diriam em sua defesa. Concordo, mas estas características também podem estar presentes na imagem de São Sebastião. Daí julgo que a única diferença plausível é a reprodução em escala. Meu quadro de uma serpente azul é arte, mas se o reproduzir em uma máquina de Xerox cem vezes e vender a R$ 0,20 a cópia não é arte, da mesma forma que se fosse possível reproduzir à mão, indefinidamente este quadro, nenhuma arte estaria ali. Da mesma forma, um bidê é arte para Warhol, mas para a indústria é apenas um acessório vendido para utilização em banheiros. Se fosse este bidê construído com as mãos de um artesão, seria artesanato? Se em série sim, mas simplesmente por ser de um artista das ruas não. Para me fazer compreender melhor deixo claro que segundo meu entendimento a diferença não deve ser feita etnograficamente, mas de acordo com a escala de reprodução. Um artesão não pode deixar de ser artista por ser um artista menor, e seu artesanato não pode ser considerado uma arte menor, é preciso valorizar estes artistas como tal, pois em escala de reprodução ou não, são artistas. Os fins de sua arte é que são outros e o debate toma outras proporções.

Este mesmo questionamento aparece hoje com a arte digital. Os computadores são o passo seguinte na etapa de industrialização da arte, pois através deles a escala que as reproduções adquirem se elevam às margens do infinito, mas vai também ao aspecto educacional. O ensino de desenho técnico na escola é um exemplo. Se o debate entre academicismo e indústria já é amplo, o fato de os desenhos (mesmo nos métodos copiativos) serem substituídos por desenhos geométricos sob a alegação de que são a base de toda a arte amplia esta questão. Aqui temos uma outra questão além da Arte e do Artesanato, o Design. A única função do design seria preparar para o trabalho, para a indústria e o processo padronizado de manufatura.

“A filosofia básica desse método de ensino não era alimentar o grande artista em potencial, mas fornecer uma educação para o olho e as mãos tais que possibilitassem o trabalhador comum dar conta de suas tarefas com maior exatidão e precisão” (Thistlewood, 1986: 39)

No âmbito educacional toda esta distinção entre Arte, Artesanato e Design serve como uma tentativa de se impor uma visão de que a arte é voltada aos “grandes” e o artesanato para os medíocres através de uma visão bastante etnocêntrica, onde se debate não o valor da arte em questão, mas o valor de seus criadores (exceto se utilizada para demonstrar o contrário). Nesta visão é mais fácil converter um hábil artesão de que não almeje ser artista, se contente apenas com o artesanato e alimente a indústria com ele. Do mesmo modo os estudantes devem se capacitar mas tendo em vista que seu futuro é com o desenho industrial e nunca o artístico.

Se não nos contentarmos com estas distinções e com este paradigma vamos ganhar, pois tanto o Design quanto o Artesanato poderão contribuir, no aspecto educacional, para o desenvolvimento de diferentes habilidades. Um professor que não aceite trabalhar tanto com o utilitário quanto com o mais abstrato sentimento artístico está se limitando e limitando seus alunos de uma visão mais completa das potencialidades da Arte.

Referências

OSINSKi, Dulce. O Ensino de Arte e a Indústria. In_Arte História e Ensino – Uma Trajetória. São Paulo: Cortez Editora. 2002. P. 44-56.