domingo, 30 de agosto de 2009

Link-se: arte/mídia/política/cibercultura

O texto Blogs: Existo, logo publico, de Giselle Beiguelman, é um capítulo de um livro de textos coletados em sites, revistas e jornais entre 2001 e 2005 chamado Link-se: arte/mídia/política/cibercultura, e aborda de maneira geral, e bem resumida (propositalmente para aproximar-se da literatura rápida dos blogs) a nova realidade do mundo, cada vez mais conectado e interligado. Mas de maneira mais aprofundada, trata especificamente de uma das ferramentas responsáveis por esta revolução na comunicação, o fenômeno dos blogs.
A autora começa tecendo uma rápida (no melhor estilo blogado de escrever) explicação sobre o que é e para quê serve um blog, passa rapidamente por sua história e apresenta inclusive números que comprovam seu raciocínio, como no exemplo de que digitando a palavra blog no Google (outro marco da recente revolução), em janeiro de 2003, foram identificados 3.390.000 indicações, enquanto em agosto de 2005, a mesma busca retornou 145.000.000 de indicações. Números extremamente reflexivos.
Não foi esquecido no texto, comentários acerca das funcionalidades interativas sem necessidade de experiência em códigos de programação dos blogs, fator visivelmente responsável por grande parte de seu sucesso, assim como também não ficou de fora ao menos uma pequena parcela crítica, lembrando que a cultura comumente aceita do falso romantismo do grátis não passa de ilusão do mundo virtual. Em contrapartida, cita-se, como não poderia deixar de ser, a liberdade de informação dos blogs e o fato de grandes gigantes da comunicação, como o New York Times, estarem se rendendo aos blogs, afinal, no mundo virtual é preciso acompanhar as mudanças mais rápido que fora dele.
Entretanto, o mais importante é o que encontramos no final do artigo, onde fica claro que todas as mudanças tecnológicas são mero pano de fundo para uma transformação maior, a do próprio homem.

Referência Bibliográfica:

Beiguelman Giselle, Link-se: arte/mídia/política/cibercultura

Acesse: http://books.google.com.br/books?id=T78X2vHPWRwC&printsec=frontcover&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false

sábado, 29 de agosto de 2009

II Conferência de Cultura de Rio Branco

Nos dias 17, 18 e 19 de setembro acontece a II Conferência de Cultural de Rio Branco. Produtores, artistas, esportistas e vários outros membros da comunidade cultural estão convidados para discutir, avaliar e participar deste encontro. A avaliação do Sistema Municipal de Cultura, propostas para as conferências estadual e nacional de cultura e a eleição de delegados para a Conferência Estadual são os principais pontos de pauta. O local do evento é no auditório do Colégio Armando Nogueira. Então, nos encontramos lá!

Mais informações:
helderjr.fgb@gmail.com
http://culturarb.blogspot.com/
http://twitter.com/fgbculturarb

A arte de Kris Kuksi






Kris Kuksi é um artista no mínimo diferente. Suas obras (sobretudo as esculturas) são repletas de referências à obras antigas, entretanto, carregadas de uma atualização no conceito. De forma geral, o resultado é uma obra que foge totalmente aos padrões, densa, mórbida. Entretanto, também são de uma originalidade extrema.




No detalhe: Vênus de Boticelli

Site do Kris: http://kuksi.com/




quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Arte Digital

Nem só de Leonardo da Vinci e Rembrant vive a arte. Temos hoje, muitos artistas de nível tão elevado quanto os pintores renascentistas. Muitos, ainda hoje utilizam-se das técnicas consagradas dos grandes mestres do passado, com aquarelas, tinta a óleo ou pastel. Mas hoje, com o advento dos computadores, há também espaço para novas formas de expressão. Por isso, resolvi colocar algumas ilustrações digitais que comprovam que hoje ainda temos muitas Mona Lisas por aí. O tempo dirá quais sobreviverão como exemplo da arte de nossa época.


Marta Dahlig


Site: http://blackeri.deviantart.com/



Daniel Conway

Site: http://www.artofconway.com/index.php?enterLink=index.php



Marek Okon


Site: http://omen2501.deviantart.com/




Cris de Lara


Site: http://crisdelara2007.cgsociety.org/



Artgerm


site: http://artgerm.deviantart.com/



Alon Chou


site: http://www.alon.tw/



Vitaly Samarin Alexius


Site: http://svitart.n-tek.ca/home.php




Taeyoung Choi



Site: http://www.tychoi.com/


Edgar Franco



site: http://www.ritualart.net






quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A arte segundo os geeks

















Genericamente, geeks são pessoas que enxergam as coisas de maneira diferente, como se enxergassem a informática em tudo... Desta forma, o blogueiro conhecido como Paul The Wine Guy.com resolveu retratar algumas obras de arte tal como se interpretadas por geeks, e disponibilizou as imagens em um set no Flickr. Em muitas, as mudanças são mínimas, mas são nos detalhes que reside sua boa idéia.






Blog do Paul (em italiano): http://www.paulthewineguy.com/

Flickr (tem de ter uma conta para ver todas as imagens): http://www.flickr.com/photos/paulthewineguy/sets/72157603619920398/




terça-feira, 25 de agosto de 2009

Vídeo da música Tecnologia - Banda Astronautas



Este é o vídeo da música tecnologia da banda Astronautas, citada na última postagem, onde apresentei a letra "Amores eletrônicos". O clip, dirigido por César Maurício, é feito em animação e de forma bem simples, nos remete ao conceito ficção científica do rock-eletrônico da banda ao caricaturizar os músicos como astronautas-robôs em uma viagem espacio-musical. Mas não é só isso, as imagens ao fundo da animação, não são colocadas aleatoriamente, fazem parte do contexto, e se atentarmos a estes detalhes, nossas portas da percepção se expandem um pouco mais. Vale a pena no mínimo conhecer, e para quem gostar, se aprofundar nas outras músicas e vídeos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Banda Astronautas: Rock e eletrônico

Formada no Recife, em 2001, a banda Astronautas é umas banda que une o rock com a música eletrônica com algo de Ministry, Devo, Kraftwerk, Nine Inch Nails, etc. A banda se vangloria por sempre sintetizar todos os elementos da´sua música e criando a partir de sua identidade sonora e visual o conceito da Astronautas. Suas letras são fortemente influênciadas pelo lado eletrônico, o que nos remete imediatamente à leitura de ficção científica de Isac Assimov à Arthur C.Clark. E isto se reflete já nos nomes de seus trabalhos, "...DE ALGUM LUGAR DO SISTEMA SOLAR", "ELECTRO-CIDADE". Quanto às músicas, a tecnologia, os computadores, e as relações pessoais nestes novos tempos modernos que Chaplin jamais imaginaria estão sempre presentes, e é isto que podemos constatar na letra abaixo:


Amores eletrônicos

Amores são biônicos
– Também são eletrônicos
E com domínio virtual

Amores são platônicos
– também aerodinâmicos
E com memória digital

Eu vou mesmo acabar com essa relação
Antes que caia a minha ou a sua conexão

Ou vou acelerar todo o meu HD
Pra ver se dessa forma fico bem mais perto de vc

AMORES ELETRÔNICOS – DOMÍNIOS VIRTUAIS
AMORES PLATÔNICOS – MEMÓRIAS DIGITAIS

Amores não-modernos – escritos nos cadernos
E com domínio pessoal

Amores não-platônicos – de nada eletrônicos
E com rede sensorial

Eu quero acabar com a comunicação
Ou enviar e-mail e discutir a relação

Ou vou acelerar todo o meu HD
Pra ver se dessa forma fico bem mais perto de vc

AMORES ELETRÔNICOS – DOMÍNIOS VIRTUAIS
AMORES PLATÔNICOS – MEMÓRIAS DIGITAIS


Links relacionados:
http://www.youtube.com/watch?v=bwWqg8693ag
http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/astronautas/
http://www.belrock.com.br/materia/57-1
http://astronautas.letrasdemusicas.com.br/maisletras.html

domingo, 23 de agosto de 2009

Trabalho "Wiki"

Sabemos que a arte até bem pouco tempo era tida como uma disciplina de "passa tempo", ou seja, em muitas escolas, o trabalho com artes poderia ser realizado por qualquer pessoa que tivesse alguma habilidade manual, ou que simplesmente deixasse as crianças desenharem e pintarem a sua maneira, ou até mesmo com modelos já prontos que deveriam apenas ser copiados. No entanto, de uns tempos para cá, o ensino da arte tem se tornado notório em nossas escolas, e por isso, mais evidente. Sendo assim, já não basta que o professor possua algumas habilidades manuais, mas esta disciplina exige um conhecimento maior por parte do professor, tanto de teorias como do uso das tecnologias, pois, hoje, são inúmeras as opções de materiais e recursos que podem ser utilizados em sala de aula para contribuir com o processo de aprendizagem dos alunos e despertar interesse e criatividade pela arte. Desta forma, o professor de arte precisa estar sempre inovando, ampliando seus conhecimentos com relação a conteúdos, materiais, recursos pedagógicos e aplicando suas habilidades, a fim de, proporcionar a seu aluno as condições necessárias de aprendizagem.

Indo além deste cenário, percebemos que na verdade o papel dos educadores nunca foi bem definido no Brasil, sobretudo no que tange ao ensino de artes, onde reside uma classe de educadores menosprezada e frequentemente tratada como desnecessária. Como aponta Alarcão (2.000) “nos discursos oficiais, é unanimemente reconhecido que a educação é fonte de desenvolvimento humano, cultural, social e econômico. E que, nesse desenvolvimento, os professores e a escola desempenham um papel fundamental”. Educar vai além de seguir cartilhas, apresentar desenhos para colorir ou pintar a cara no Dia do Índio ou seguir a escola reprodutivista que Boourdieu (1975) cita como a perpetuação de uma reprodução igualitária e de dominação. É preciso rever os processos que pretendem levar conhecimento aos alunos, expandir as alternativas, pois “o contato com a experiência de novas possibilidades introduz o auto-questionamento, abre caminho a uma dimensão reflexiva e impede o encerramento de cada comunidade historicamente dada dentro de si própria, numa familiaridade autista com os elementos da sua cultura e da sua tradição (CORREIA, s.d., p.06)”. Entre estas novas possibilidades está a nova realidade tecnológica, que deve ser pensada e utilizada pelos educadores como ferramentas e não como ameaças ao (bom) estudo, mas também, e principalmente não estar fechado à possibilidade de transformação interior. Como aponta Vieira (1999): “(…) a inovação pedagógica implica modificações da cultura pessoal do professor”. Este novo perfil dos educadores, amparados nesta visão tecnológica torna-os atualizados no contexto do pós-modernismo e suas implicações para a educação.

Os educadores têm a obrigação de intermediar na construção do conhecimento do aluno, ajudando-o a construir, reconstruir, desenvolver a auto-estima, ensinar a criticidade e auto-crítica, trabalhar os novos campos do saber e as novas formas de expressão. É necessário ao educador atribuir-se o papel de motivador e de exemplo ético. São estas atitudes que farão destas crianças os novos educadores de nossa sociedade e serão eles que definirão qual será o novo papel do educador, pois “O caráter da educação resulta do caráter da sociedade que a ministra e não o contrário, como ainda hoje pensam muitos educadores e pessoas mais ou menos desprevenidas. A educação, a instrução, a cultura são funções da sociedade, e não o contrário”(LEMME,1961, p. 21).
Como fica evidente portanto, o professor de artes não deve se preocupar apenas com a aula mas com o aluno em sua totalidade, levando em consideração as habilidades, sentimentos e forma de se expressar. Além dos varios materiais que existem o professor pode e deve utilizar a tecnologia a seu favor, usando por exemplo a arte grafica, as mídias eletrônicas, a música moderna, tudo que possa envolver o aluno de forma prazeroza. Sendo assim, é essencial ao professor uma visão e uma postura calcada na prática transdiciplinar, mas ainda vivemos sob princípios fortemente influenciados pela fragmentação dos conhecimentos ocorrida com a revolução industrial, e por isso, o professor deve abandonar o reducionismo que tem pautado o conhecimento científico desde então e agir interagindo de forma máxima entre as disciplinas, porém, respeitando a individualidade de cada uma, sem transformar este amálgama em uma única disciplina.

A História do Acre

Em 1895 foi nomeada uma comissão visando definir os limites entre Brasil e Bolívia de acordo com o Tratado de Ayacucho, de 1867. Thaumaturgo de Azevedo, percebeu que a Bolívia ficaria com uma região rica em látex, que estava quase totalmente ocupada por brasileiros e denunciou ao governo federal o prejuízo daí decorrente, já que o Brasil perderia o alto rio Acre, quase todo o Iaco e o Alto Purus.
Após ter o reconhecimento legal destas fronteiras, a Bolívia enviou para o Alto Acre uma expedição comandada pelo Major Benigno Gamarra, onde passaram por inúmeras dificuldades, inclusive de alimentação. Em 12 de setembro de 1898, o Piquete conseguiu chegar ao seringal Carmen, dirigindo-se logo depois à vila de Xapuri, onde pretendia fundar uma delegação nacional. Em 30 de novembro de 1898, o coronel da Guarda Nacional Manuel Felício Maciel, intimou os bolivianos para que se retirassem.
Em 2 de janeiro de 1899 chegou ao Acre o ministro plenipotenciário boliviano, Dom José Paravicini. Ele efetivamente instalou uma aduana e um povoado denominado Puerto Alonso em terras do Seringal Caquetá. Paravicini exerceu sua autoridade de forma rígida, como a abertura dos rios amazônicos ao comércio internacional, que feria profundamente a soberania brasileira. Uma revolta começou então a se erguer entre seringalistas e seringueiros brasileiros enquanto aumentavam as denúncias de violências contra brasileiros. Com a partida do ministro boliviano para Belém, depois dos chamados "Cem dias de Paravicini", os acreanos decidiram se unir para lutar contra a dominação boliviana.
Em 1º de maio de 1899 alguns seringalistas decidiram que era chegada a hora de expulsar o delegado boliviano Moisés Santivanez, que havia substituído Paravicini no comando de Puerto Alonso. As autoridades bolivianas não resistiram e partiram para Manaus. Foi então estabelecida uma Junta Central Revolucionária.
Em Belém, o repórter Luis Galvez denunciou nos jornais paraenses (03/06/1899) a existência de um acordo secreto entre Bolívia e Estados Unidos e em caso de guerra entre o Brasil e a Bolívia pelo Acre, os Estados Unidos apoiariam a Bolívia. Esta revelação chocou a opinião pública brasileira, mas foi negada pelas autoridades bolivianas e norte-americanas.
Após muitas negociações, Galvez viajou ao Acre com patrocínio do governo do Amazonas. De seu encontro com a chamada Junta Revolucionária surgiu a intenção de se fundar o Estado Independente do Acre. Em 14 de julho de 1899 foi criado o Estado Independente do Acre, com capital na Cidade do Acre (Puerto Alonso). Luis Galvez foi escolhido presidente do novo país, e imediatamente começou a expedir correspondências à países da Europa e América, a fim de obter o reconhecimento internacional.
A Legislação que Galvez elaborou era em grande parte bastante avançada para a época, o prejudicava os interesses de alguns seringalistas, aviadores e exportadores de Manaus e Belém.
Galvez foi deposto em 28 de dezembro de 1899 pelo seringalista Antônio de Souza Braga, que assumiu a Presidência. Braga não conseguiu equilibrar a situação e Galvez reassumiu em 30 de janeiro de 1900. A partir desses acontecimentos o governo federal do Brasil mandou para o Acre uma força tarefa para destituir Galvez e devolver o Acre à Bolívia, o que aconteceu em 15 de março de 1900, sem nenhuma resistência por parte dos revolucionários.
A Bolívia reassumiu o Acre. Por outro lado, o governo do Amazonas, com o firme objetivo de anexar o Acre a seu estado, financiou a Expedição Floriano Peixoto, uma expedição armada, mas composta por boêmios e profissionais liberais de Manaus, sem nenhuma experiência militar. O combate entre a “Expedição dos Poetas” e o exército boliviano ocorreu em 29 de dezembro de 1900, em Puerto Alonso, com a derrota dos poetas, que voltaram para Manaus.
Finalmente, em 11 de julho de 1901 foi assinado pela Bolívia o contrato de arrendamento do Acre com um sindicato formado por capitalistas norte-americanos e ingleses. Logo depois chegou ao Acre D. Lino Romero, autoridade boliviana encarregada de preparar o estabelecimento do Bolivian Syndicate, notícia esta que repercutiu muito junto à opinião pública e que forçou o governo federal a finalmente se posicionar na questão, impedindo a efetiva instalação dessa Companhia Comercial. A manobra impediu que o imperialismo norte-americano assumisse o controle territorial (e militar inclusive) de uma das regiões mais ricas da Amazônia.



Diante dos fracassos anteriores e da indecisão do governo federal, os seringalistas, insatisfeitos com a dominação boliviana e temerosa das conseqüências do Bolivian Syndicate, articularam uma nova revolta. Outra vez receberam financiamento do governo do Amazonas, para cujo comando foi convidado um homem com experiência militar. Plácido de Castro assumiu a revolução e preparou um exército de seringueiros, começando a luta em 6 de agosto de 1902, em Xapuri em uma guerra que durou até 24 de janeiro de 1903, quando foi tomada Puerto Alonso, transformadas então em Porto Acre. Novamente foi declarado o Estado Independente do Acre, embora o objetivo final dos acreanos continuasse sendo obter a anexação do Acre ao Brasil.
Se Campos Sales (1898/1902) não quis envolver a problemática república brasileira na questão acreana, o novo Presidente Rodrigues Alves (1902/1906) estabeleceu uma política oposta. Rio Branco, nomeado ministro das Relações Exteriores, iniciou as negociações com a Bolívia. As questões foram resolvidas com o estabelecimento do Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903 e assim o Acre passou a fazer parte do Brasil, restando ainda o problema com o Peru, que só seria definitivamente resolvido em 8 de setembro de 1909, com a assinatura do Tratado do Rio de Janeiro.


Para ler:

A Saga de Chico Mendes. (Clenaldo Freire) http://www.4shared.com/file/35502731/2eec86d9/A_SAGA_DE_CHICO_MENDES_-_Clenaldo_Freire_Monteiro.html

História de Cruzeiro do Sul http://www.senado.gov.br/web/senador/geraldomesquita/Textos/cruzeiro.pdf

A margem da História (Euclides da Cunha)http://www2.senado.gov.br/bdsf/bitstream/id/1038/4/573595.pdf

Barão de Rio Branco visto por seus contemporâneoshttp://www.4shared.com/file/22749588/d1048d02/O_barao_do_rio_branco_visto_por_seus_contemporaneos.html

Brava Gente Acreana – Vol I 2008Senado Federal – Gabinete do Senador Geraldo Mesquita Júnior

Acre em númeroshttp://www.ac.gov.br/index2.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=21&Itemid=99999999

Para acessar:

Site - Biblioteca da Floresta Marina Silva
http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/

Estudando a história
http://eduardoeginacarli.blogspot.com/

Índios do Acre
http://www.rosanevolpatto.trd.br/lendaindiosacre.html

Amazônia – De Galvez a Chico Mendes
http://amazonia.globo.com/

De Galvez a Chico Mendes: o discurso branco na tela da Globo
http://www.duplipensar.net/artigos/2007/minisserie-amazonia-de-galvez-a-chico-mendes-o-discurso-branco-na-tela-da-globo.html

História do Acre – (Wikipédia)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acre

História do Acre – (Globo)
http://www.historiadoacre.globolog.com.br/

O mito fundador do Acre
http://www.duplipensar.net/artigos/2007s1/mito-fundador-do-acre.html

Para ver:

Amazônia - Cap I
http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=l1k42ni8LQs&feature=related

Epopéia Euclidiana
http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=EZBheOCfRDA&feature=PlayList&p=DD6059ABE22B49C9&index=0&playnext=1
Hino Acreano com imagens
http://www.youtube.com/watch?v=iJxWxyAumpE

Tributo a Chico Mendes
http://www.youtube.com/watch?v=Oq7bwKCnFdw&feature=related

Celebridades Brasileiras – Chico Mendes
http://www.youtube.com/watch?v=2qPAtW0Ig1Q&feature=related

Para ouvir:

Ouça o hino do Estado do Acre (Versão WMA - 1,3 Mb)
Ouça o hino do Estado do Acre (Versão MP3 - 3,9 Mb)

sábado, 22 de agosto de 2009

Rammstein



O nome da banda vem de um acidente aéreo acontecido na pequena cidade alemã Ramstein em 1988, durante uma exibição em que três aviões italianos colidiram e caíram em cima da platéia, provocando a morte de setenta pessoas. A banda decidiu então pôr um "M" a mais no nome da banda. "Rammstein" literalmente pode ser traduzido como aríete*. Das bandas que cantam em alemão é a que atingiu maior sucesso fora da Alemanha, principalmente com o segundo álbum "Sehnsucht" (1997), depois com "Mutter" (2001) e "Reise, Reise" (2004), alcançando então o ápice do sucesso. O seu último trabalho, inicialmente anunciado como "Reise, Reise (vol.2)", acabou por ser denominado "Rosenrot" (2005).

A banda freqüentemente usa efeitos pirotécnicos, fortes efeitos de iluminação além de um aspecto teatral nos seus concertos, produzindo um visual impressionante mas sobretudo cativante, mesmo para quem não gosta da sua música.


Letras e Estilo
Apresentação ao vivo com efeitos pirotécnicosOs Rammstein não se enquadram num gênero musical específico. O seu estilo é considerado industrial metal, porém os próprios membros da banda chamam seu estilo de "Tanz Metall". Como óbvio na sua música industrial ela está sempre associada a música eletrônica, no caso do Rammstein é mais notável a influência do Techno. Acima de tudo, procuram em cada álbum fazer algo diferente do anterior, não mantendo um estilo. Apesar da banda demonstrar brutalidade na sua imagem, há senso de humor e protesto político nas letras. Algumas letras estão escritas de maneira dúbia, passíveis de terem dupla interpretação, podendo dizer-se que o sentido da letra varia segundo o ouvinte.

No final, são considerados mais como Neue Deutsche Härte (trad.: Nova Dureza Alemã, dureza relacionada com os vínculos ao estilo musical Heavy Metal)


Discografia
Álbuns

O primeiro álbum da banda foi Herzeleid (Dor de Coração) que foi gravado em Setembro de 1995 e pouco depois foi lançado nos Estados Unidos. A continuação do Rammstein foi com o álbum Sehnsucht (Saudade), liberado na Inglaterra em 1997. Em fevereiro 1998, o CD foi lançado nos Estados Unidos pela gravadora Slash. Em 1999, a banda lançou o álbum ao vivo Live Aus Berlin (Ao vivo em Berlin), essa mesma coletânea ao vivo gerou o DVD Live Aus Berlin. Em 2001 lançaram o álbum Mutter (Mãe), as gravações de Mutter foram repletas de intrigas entre os membros do Rammstein, que tinham idéias diferentes uns dos outros, isso quase acabou com a banda. 2004 foi o ano de lançamento do álbum Reise, Reise (Viagem, viagem) e no ano seguinte, 2005, foi lançado o álbum Rosenrot (Rosa Vermelha). Em 2006 foi lançado o CD/DVD Völkerball(Baile do povo).


Referências
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rammstein

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nemesis

Desenho meu com Lápis de Cor de 1992. Nemesis foi minha primeira banda (mas não passou de um ensaio). Não vingou, mas pelo menos restou este desenho...


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ao Mestre Com Carinho


“Ao Mestre com Carinho" é baseado no livro homônimo de E. R. Braithwaite, e foi escrito e dirigido por James Clavell . Trata-se de um drama vivido por um professor negro em uma escola londrina, onde enfrenta uma classe indisciplinada e rebelde, a história se desenvolve com o professor se dispondo a transformar a realidade da sala e dos alunos. O professor percebe rapidamente que sua tarefa será tão árdua quanto sua busca por um lugar no mercado de trabalho. Porém, enfrenta o desafio, mesmo com seus colegas professores desacreditando as possibilidades de êxito na empreitada. Em determinado ponto, seu colega “Weston “, o mais cínico e pessimista do grupo afirma sobre o que acha necessário para educar estes jovens e como ele os vê: “Eles precisam de uma boa surra (...) Você é muito ingênuo caro colega. Logo estarão ganhando o dobro do que ganhamos, antes de você perceber farão parte dos londrinos sujos, iletrados, fedorentos e felizes... Educação é uma desvantagem nos dias de hoje”.
Mark Thackeray na verdade não é um professor, mas um engenheiro desempregado. Não encontrando lugar no campo de trabalho no qual é formado, encontra uma oportunidade passageira para trabalhar como professor em uma escola secundária no bairro operário de East End. A escola é um composta por um cenário que se encaixaria nas escolas de periferia que temos no Brasil, com carências, professores desmotivados, descrentes e pouco determinados a mudar a realidade dos alunos, que por seu lado sofrem com a violência, a falta de incentivo e o desrespeito às autoridades. Não à toa, a trama se passa em uma escola em East End, pois o bairro possui uma má reputação desde que Jack o Estripador andou por suas ruas, deixando para trás um sinistro legado. Além disso, o bairro sempre recebeu levas de imigrantes pobres e marginalizados em busca de melhores condições de vida, o que contribuiu para a visão (ainda que eufemista) apresentada no filme de um bairro pobre, perigoso e violento. O escritor Arthur Morrison, em "Tales of Mean Streets", retratou East End como "um plexo diabólico de bairros pobres que esconde criaturas humanas rastejantes onde todos os cidadãos têm olhos roxos, e ninguém nunca penteia seus cabelos".
O filme nos leva a refletir sobre muitos problemas típicos da adolescência, como a necessidade da auto-afirmação e o questionamento às ordens, mas ele se aprofunda mais e usa isso como mero pano de fundo para mostrar as questões sociais e raciais que delimitam o status quo destes jovens. Em uma das partes mais marcantes do filme, onde o professor ainda sofre a hostilidade dos alunos, tem um acesso de raiva pega todos os livros e os joga numa lixeira, alegando que eles são inúteis para aquele grupo. Outro momento, onde o conflito vêm à tona e a tensão se expõe entre os professores ocorre no ginásio, onde o professor de educação física obriga Buckley, um aluno ao qual sempre tratara com desrespeito, a realizar uma tarefa a qual não consegue realizar. O professor usava este aluno para ridicularizá-lo perante a classe, pois era o gordo, o mal exemplo, aquilo que os outros deveriam repudiar, e mesmo quando os outros alunos o defendem, o professor se impõe. Como resultado Bucley tenta pular um cavalo de madeira e cai sobre ele, se machucando. Outro aluno, pegando um pedaço do equipamento quebrado tenta machucar o professor. Para aliviar a tensão, outro aluno recorre ao professor Thackeray. Entretanto, nasce fica nítida a divergência entre os métodos dos professores, e renasce aí também a tensão entre os alunos.
Por outro lado, há também cenas marcantes que demonstram o fim das tensões e a conquista da confiança dos alunos pelo professor Thackeray. Esta confiança começou a ser delimitada quando, após o incidente dos livros, ele se pôs a refletir do porque não conseguir mobilizar estes jovens. A partir daí começou a tratar os alunos como iguais, o que os fez sentirem-se mais respeitados e em contrapartida respeitando-o mais. Em sua estratégia, estava ouvi-los, e reconhecer as suas necessidades, sem impor-lhes o currículo escolar ao qual sempre haviam rejeitado. Desta forma, os alunos foram motivados, abriu-se com eles o diálogo, e com ele, agregaram-se os avanços pessoais e escolares da turma. Um momento marcante que retrata este aspecto do filme é retratado na visita ao museu. Antes, os alunos eram menosprezados, marginalizados. Portanto, seria impensável levá-los a um passeio, “o pior poderia ocorrer”. Mas surpreendentemente os alunos não só se dispuseram ao passeio como se empenharam em provar o contrário, fazendo do passeio uma viagem pessoal, de auto-descoberta. Outra parte marcante, e que finalmente mostra a vitória do professor sobre as adversidades, o preconceito e a ignorância ocorrem quando em determinado momento ele se corta e sua mão sangra. Um aluno comenta sobre a cor vermelha de seu sangue fazendo alusão à sua cor negra. Pouco depois, um aluno perde a mãe e os colegas se negam a levar flores à sua casa, pois não poderiam ser vistos na casa de um negro. Pedem inclusive desculpas ao mestre, alertando-o que isso não era com ele, que ele era diferente... O professor fica visivelmente decepcionado com a atitude e em seu âmago, deve estar se questionando se valeu a pena tanto esforço empregado até ali, pois se pensam assim nada aprenderam, mas nada fala e continua suas aulas. Entretanto, os alunos entendem sozinhos e surpreendem o professor quando este chega para entregar suas flores ao aluno e encontra em frente a casa todos os alunos e um carro de flores.
Para o crítico húngaro Béla Balázs “Nós estamos no filme”, e isto é efetivamente verdadeiro quando se trata de filmes dotados de alto grau de sensibilidade quanto “Ao Mestre Com Carinho”. Nele, incorporamos os sentimentos que Potier expressa através de seu personagem. Sua angústia, sua admiração, suas dúvidas, seu medo, determinação e perseverança. Sofremos com ele ao menor indício de preconceito, intolerância ou ostracismo. Ficamos repugnados, inconformados com a atitude de alguns colegas que se tornaram amargos com o tempo. Mas acima de tudo, nos regozijamos com a vitória da classe, com as descobertas destes alunos acerca de um novo mundo e de si próprios. E ao final, quando o professor negro dança com a aluna branca no baile, sentimo-nos felizes por percebermos a mais valiosa lição deste mestre. Somos todos iguais.
Se comparado com a realidade educacional de hoje e à forma com que os alunos se comportam em sala, o filme pode ser considerado até um pouco inocente. As dificuldades que os alunos (os piores da escola) impõem aos professores é lugar comum nas salas de hoje. A forma desafiadora e a postura anti-autoritária de hoje, aliada aos problemas com violência e drogas torna os alunos do filme nada mais que crianças desorientadas. Entretanto, a mensagem igualitária, de auto-superação e de uma nova visão sobre a educação persiste e será sempre atual. Resta-nos seguir o exemplo do mestre e sem esmorecer persistir em colaborar para a transformação interior e exterior de nossa realidade.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Meus filhos

Neste, feito em lápis de cor aquarelável (Sem muita técnica, diga-se) retratei meus filhos Pablo e Hugo. Eu sou o da direita.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

domingo, 16 de agosto de 2009

Letra de música


Foi-me solicitado a criação e a postagem de uma letra de música neste blog. Então, após 90% de transpiração e ainda esperando ter certeza dos 10 % de inspiração... (Fonte de inspiração: Jogo de RPG Mago a Ascensão). Musicalmente imagino uma música tipo System of A Dawn, Rammstein, White Zombie ou Ministry para esta letra... Se fosse cantado em um idioma ríspido como o Alemão, seria perfeito.
Lá vai:


Paradoxo


Cyberpunks, adeptos da virtualidade

magos rebeldes, anarquistas, futuristas


Assim como eu,

Assim como você

deveriamos ser


Você quer a realidade?

Ou as doces mentiras impostas?


Tecnocratas
Vazios
Despertos


Filhos do Éter adeptos da virtualidade

Artesãos da realidade orando em sonhos


Assim como eu,
Assim como você
deveriamos ser?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Entrevista: Edgar Franco



Ele se formou em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília, é mestre em Multimeios pela Unicamp e doutor pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). À sua formação, uniu a paixão de infância pelas histórias em quadrinhos, objeto de sua pesquisa e de seu trabalho como artista. Até aí um currículo nada anormal para um professor universitário, que dá aulas nos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Ciências da Computação da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Entretanto, definir a pessoa e o trabalho de Edgar Franco não é tão simples como sugere sua formação acadêmica.
Nascido em 1971, esse mineiro de Ituiutaba é, à primeira vista, um cara estranho, com um trabalho bem fora do convencional. Atento ao desenvolvimento tecnológico e sua influência no modo de vida atual, Franco converge o trabalho acadêmico com a produção artística multimídia: quadrinhos, música e internet. Sua arte hoje se apóia na Aurora Pós-humana, um universo de ficção criado por ele, que convida a refletir sobre uma humanidade totalmente modificada pela atuação da tecnologia nos corpos e mentes humanos. Sob esse tema, atualmente cria HQ na Internet, uma mistura de quadrinhos e hipermídia que ele próprio denominou HQtrônicas – histórias em quadrinho eletrônicas. Como músico, compõe em estilos “muito obscuros e controversos” conhecidos como dark ambient e cyber gore, influenciados pelo rock e pela música experimental.
Nessa entrevista, Edgar Franco fala do quanto é bom ser esquisito, da sua relação com seus alunos, de suas inspirações e influências, do impacto no público e do reconhecimento mundial do seu trabalho e da maravilha que é a internet. Critica o meio acadêmico, “onde reina a monarquia imperialista da ‘citação' ” e aponta a necessidade que há de ter a capacidade de se ter as próprias idéias e refletir sobre elas. Por aí o esquisito revela um ser humano inteligente, bem informado, atento e preocupado com questões do mundo ao seu redor, capaz de fazer circular sua ideologia de forma autêntica, numa arte complexa permeada de filosofia, psicologia, ficção e futurismo, fruto de um trabalho criterioso de pesquisa e observação atenta e crítica do mundo. Um cara que pensa.








Confira na íntegra esta entrevista que tem tudo relacionado à Arte e Tecnologia:
http://www.mafua.ufsc.br/numero09/mafua09.html#entrevista








Trecho:





"Acredito que o álbum “BioCyberDrama” traga um pouco dessa minha controvérsia contraditória sobre os processos tecnológicos, hora vejo luz, hora trevas. Apesar do aparente niilismo, existe claramente esse fio de esperança. Acredito na real possibilidade de os tecnólogos criarem a nova espécie que irá nos substituir nesse planeta, um novo nível na escala da evolução do homo sapiens, uma categoria de criatura altamente avançada hibridizando genética humana, animal, vegetal, nanoengenharia e vida artificial emergente baseada em computação evolutiva e dinâmica de redes. Antevejo a possibilidade de essa nova espécie pós-humana estender sua longevidade a casa de centenas de anos, talvez nesse momento a tecnologia auxilie a nova espécie a promover uma verdadeira expansão e evolução da consciência, desconstruindo finalmente todo e qualquer dogma – as maiores pragas de nosso planeta – e criando um verdadeiro equilíbrio. Mas existe a outra faceta, ou seja, a tecnologia pode simplesmente continuar atendendo aos nossos desejos egóicos e individualistas de poder e prestígio e simplesmente acelerar o processo de extinção de nossa bela e controversa espécie humana. Infelizmente a ética nunca impediu que a tecnologia avançasse, se existe conhecimento tecnológico para se fazer algo, isso será feito, independente das implicações éticas de tal experimento. Até o momento nunca vi a tecnologia ser bloqueada por nada a não ser pelas próprias impossibilidades científicas. Quanto à expressão artística, acredito que a arte genuína dialoga com a tecnologia de seu tempo, e os artistas sempre estarão conectando suas poéticas aos processos tecnológicos emergentes. "



Edgar Franco.




O Edgar é professor na PUC de Poços de Caldas, minha cidade natal, e o conheci através de um de seus alunos. Infelizmente nunca fui muito próximo e não pude absorver muito de sua sabedoria de uma forma mais direta, mas sempre percebi o "cara diferente" descrito nesta entrevista. Uma visão única sobre Arte, Tecnologia e Sociedade. Se alguém desejar se aprofundar em algum de seus conceitos e quiser um contato pessoal, o e-mail dele é:










Links relacionados:








Site de web arte O MITO OMEGA (trabalho envolvendo vida artificial e computação evolutiva - em desenvolvimento): http://www.mitomega.com/


Site de web arte FREAKPEDIA (poética que ironiza a falsa liberdade da Wikipedia): http://www.freakpedia.org/


RITUALART - Site com trabalhos mais antigos na área de ilustração e HQ:http://www.ritualart.net/


Entrevista:"Desvendando a Esfinge Biocibernética" conduzida pelo conhecido cartunista Márcio Baraldi:http://www.bigorna.net/index.php?secao=entrevistas&id=1196395635


Myspace oficial da banda POSTHUMAN TANTRA:www.myspace.com/posthumantantras


Website oficial da banda POSTHUMAN TANTRA:www.posthumantantra.legatusrecords.net

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

XIV. ARTE, TECNOLOGIA E SOCIEDADE

Para iniciar o blog TecnoarT nada mais interessante que o artigo abaixo, que envolve todas as questões relaconadas:


Uma das formas de se discutir a relação entre Tecnologia e Sociedade é através da Arte, uma vez que a Arte explora ao limite as possibilidades tecnológicas junto com questões estéticas, éticas e lógicas, construindo atitudes e pensamentos que afetam e se deixam afetar pela sociedade.
Ao menos desde os anos 60 a Arte trabalha intencionalmente com a tecnologia em seu conceito amplo, denominando essa manifestação de Arte-Tecnologia. Destacar as implicações decorrentes deste binômio no contexto da Sociedade assim como ressaltar os aspectos sociais que vêm sendo discutidos pela Arte desde este período com certeza provocará resultados de grande relevância.
É notório o número cada vez maior de pesquisas no campo das relações entre a Arte e a Tecnologia. Parte destes resultados está em função da maior oferta de financiamento dos órgãos de fomento e dos resultados obtidos, se desdobrando em mais projetos e qualidade nas publicações. Atualmente, estamos atravessando um período de grande efervescência de discursos artísticos, principalmente aqueles que têm por base o aspecto de certa subordinação do indivíduo a diretrizes técnicas, isto é, à lógica, muitas vezes em detrimento da estética e da ética. Esta subordinação limita a subjetividade e um outro modo de apreensão e expressão. Por isso a proposta deste Grupo de Trabalho é evidenciar tanto esses discursos, quanto outros, que andam na contra-mão da instrumentalização em si mesma, revelando-se fundamental em pesquisas que relacionam a Tecnologia com a Sociedade. Entendendo tanto Arte quanto Tecnologia como elementos intrínsecos e indissociáveis das sociedades, isto é, que não há Arte ou Tecnologia senão vinculadas às linguagens, aos processos, às práticas e aos resultados dos mecanismos culturais, os objetivos deste Grupo de Trabalho são explorar as interações existentes e as perspectivas de associações entre estes dois campos no interior da vida social.
Nesta perspectiva, o Grupo de Trabalho se destina a abordar discussões teóricas, no entorno das linguagens artísticas, dos processos, dos discursos, das poéticas e dos mecanismos de produção artística, pensadas a partir de suas inter-relações com os aspectos conceituais e formais da Tecnologia. A delimitação temática deste Grupo de Trabalho está:

 nas investigações dos fenômenos artísticos;
 nos processos tecnológicos e de significação;
 nas influências da percepção das diversas manifestações artísticas;
 nos discursos das imagens, sejam elas artesanais ou técnicas (fotografia,
televisão, cinema e vídeo);
 nas questões de recepção e interação da obra com o público;
 nas questões de autoria e co-autoria;
 nas questões da cultura digital;
 na análise da utilização das imagens inseridas no campo social.
Sempre sob a perspectiva das interações sociais, a abordagem pretendida é
interdisciplinar, centrando seu interesse nas linguagens, nos processos e práticas sociais
que levem em conta a Arte e a Tecnologia.

Fontes:

Texto: http://www.ppgte.ct.utfpr.edu.br/tecsoc2009/pdfs/gt14.pdf
Ilustrações: http://mritt.com.br/

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Entre o real e o ilusório



O conto abaixo foi retirado de um livro independente que lancei em parceria com um amigo. Não o considero um dos melhores, mas o coloquei aqui por ter certa ligação com o tema do blog...
(obs: Esta versão está sem revisão. O livrinho saiu com duas capas diferentes, uma de cada lado. Bastava começar pelo lado da capa que desejasse.)

Meu@migo.com

Maciel era um tipo excêntrico, com roupas berrantes, falante, inteligente, extrovertido. Era também bastante inconveniente, entrão e inoportuno, chato até. Exatamente ao contrário de Fabrício, que usava roupas pretas e discretas, sempre calado, respeitoso, fechado, um sujeito comum. Chato até. Amigos há mais de uma década, estavam no quarto de Fabrício se preparando para sair e tomar umas cervejas regadas a rock n roll. A noite seria uma comemoração, afinal, havia tempos que não se viam.
-Então, o que acha.
-Legal.
-Não acha que é muito chamativa?
-Anhan.
-É?
-Não.
-É ou não?
-Anhan.
-O quê?
-Ah?
-A calça!
-Anhan.
-Anhan o quê?
-Como assim?
-Deixa pra lá.
-Anhan.
-Você ta me ouvindo?
-Anhan.
-Você não vai se trocar pra gente sair?
-Anhan.
-Então vai!
-Anhan.
-Poxa Fabrício, a gente não se vê faz quase um ano cara! Venho te visitar, contar as novidades, trocar umas idéias, aprendi tanta coisa legal na faculdade que queria te mostrar e você mal fala comigo!
-Anhan.
-Caralho, nem tá ouvindo.
-Anhan.
-Vou sair fora.
-Anhan.
-Posso levar esta camisinha pra comer a sua namorada que está lá embaixo esperando pra me dar?
-Anhan.
Meia hora depois, Fabrício olha para o lado, abaixa o volume do rádio, procura Maciel pelo canto do olho e volta para a tela do computador. Aumenta o volume novamente e começa a digitar algo. Na sala de bate papo surge uma mensagem:
“Acredita q faz trocentos anos q naum vj o Maciel e ele foi embora sem falar comigo? Ainda bem que vc estava aqui. Aliás, qual seu nome mesmo? ;-)”