Conheça as galerias virtuais do programa de inclusão Floresta
Digital. Nelas você terá a oportunidade de conhecer um pouco da história
do programa através de fotos de seus telecentros em Rio Branco, nos
municípios do Acre e de alguns eventos especiais.
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quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Museus Virtuais - Floresta Digital
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terça-feira, 12 de junho de 2012
Danilo de S’Acre “CANIBAL VISUAL SENSAÇÕES ARTÍSTICAS NO FUNIL CÓSMICO”
Danilo de S’Acre
|
Para
realizar este trabalho, com a incumbência de entrevistar um artista
popular, fomos falar com Danilo
de S’Acre, um artista bem reconhecido na região. Escolhemos para o encontro do grupo a
Usina de Artes João Donato, um espaço cultural que serve também
como ponto de encontro entre os artistas acrianos.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
VII Concurso de Artes Visuais “Cores da Cidade”
Como parte das comemorações do
Aniversário de 129 anos da cidade de Rio Branco, a Fundação Municipal de
Cultura Garibaldi Brasil (FGB), a Associação dos Artistas Plásticos do
Acre (AAPA) e o Conselho Municipal de Políticas Culturais de Rio Branco
(CMPC) lançam o VII Concurso de Artes Visuais “Cores da Cidade”.
O lançamento do Regulamento do concurso será amanhã no Parque Capitão Ciríaco após a palestra “O Mercado da Arte Contemporânea” de Vânia Leal, curadora da região Norte do “Rumos Artes Visuais” do Itaú Cultural. A palestra que começa às 16h é gratuita e aberta a todos que desejarem participar. As inscrições serão feitas na hora, é só dar uma chegadinha ali no Parque Capitão Ciríaco.
Colorindo Rio Branco
Serão
17.400 reais em premiação distribuídos nas categorias: Pintura e
Técnicas Mistas, Aquarela, Escultura, Gravura e Graffiti. Para concorrer
o candidato deve ler o Regulamento do Concurso disponível neste Blog
Cultura RB e no site da Prefeitura Municipal de Rio Branco
(www.pmrb.ac.gov.br), depois providenciar as exigências do Regulamento e
se inscreverem na sede da FGB no Parque Capitão Ciríaco do dia 01 de
dezembro até o dia 26 de dezembro deste ano.
O
artista precisa entregar a obra no ato da inscrição, e deve morar em
Rio Branco, além de fazer seu Cadastro Cultural do Município. Cada
candidato poderá colocar para concorrer até 3 obras e no máximo 2 na
mesma categoria.
O
Concurso têm o objetivo de fomentar a produção artística e fortalecer
as identidades culturais de Rio Branco. E, no dia 28 de dezembro quando
nossa Rio Branco completa 129 anos premiaremos as três primeiras obras
classificadas de cada categoria no Novo Mercado Velho das 16h as 20h.
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Pais e Filhos
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Stop Motion - Hugo Ferreira
O bom de ser aprendiz de professor é que a gente usa nossos filhos como "cobaias" e eles acabam aprendendo junto. Fiz um trabalho em Stop Motion e meu filho Hugo Ferreira viu e fez o dele. Adorei alguns ângulos que ele usou!
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terça-feira, 12 de julho de 2011
Exposição de Artes Visuais "Paisagens do Íntimo"
sexta-feira, 25 de março de 2011
Pencil vs Camera
Dando continuidade aos trabalhos diferentes e inusitados, que fazem um contraponto interessante na visão sobre o que é e como se faz arte, mostro a mistura de fotografia e desenho do artista Ben Heine na coleção intitulada Pencil vs Camera.
O artista primeiro tira a fotografia (ou escolhe uma) e faz um desenho a partir de fragmentos da imagem, depois ele une o desenho e a fotografia em uma só imagem, que fica muito interessante. Sua coleção anterior, intitulada Digital Circlism representava personalidades famosas (e muitas, bem atuais) com mosaicos de círculos, que também foi bem interessante.

Visitando o site do artista é possível ver as duas coleções: http://www.benheine.com
O artista primeiro tira a fotografia (ou escolhe uma) e faz um desenho a partir de fragmentos da imagem, depois ele une o desenho e a fotografia em uma só imagem, que fica muito interessante. Sua coleção anterior, intitulada Digital Circlism representava personalidades famosas (e muitas, bem atuais) com mosaicos de círculos, que também foi bem interessante.

Visitando o site do artista é possível ver as duas coleções: http://www.benheine.com
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terça-feira, 22 de março de 2011
Os Círculos Cromáticos
Na última aula de Fundamentos de Editoração, do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Acre, fomos instruídos a fazer um círculo cromático (como o acima), utilizando tinta guache, água e pincel. Claro que virou motivo de piada entre a turma... "Voltamos ao primário", "Minha irmãzinha ia adorar", etc.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Uma experiência como educador de arte
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| Eu e meus filhos |
Amparado em Belidson Dias quando afirma que “(...) pelo ensino das artes, podemos oferecer ao indivíduo uma experiência prático/teórica que permite o espaço para desenvolver o impulso humano da autoexpressão ” (Escritos Essenciais, pág 04), coloco as histórias criadas por este jogo como uma ferramenta para a arte-educação, assim como considero que realizava inconcientemente o papel de professor quando criava histórias que tinham por objetivo de explorar o simbolismo de nossa realidade através de personagens e situações "Os símbolos foram os meios pelos quais o homem conseguiu sair do estado animal de inconsciência, para a primeira fase de consciência" afirma Belidson, e o simbolismo foi preponderante nesta jornada.
Através dos jogos de RPG tive a oportunidade de, como jogador, me colocar no papel de um aprendiz, recebendo ensinamentos e tendo a oportunidade de vislumbrar diversas outras perspectivas possíveis de minha realidade. Fui um artista frustrado, embora talentoso, e que desejava compartilhar sua visão artística com toda a sociedade em uma história do jogo “Vampiro a Máscara”. Fui um jovem aprendiz de ferreiro, ansioso por aprender as técnicas e os mistérios da arte ancestral de moldar espadas em um jogo de “D&D”. Fui também um cineasta famoso, amigo de Kubrick e Spilberg em uma história de GURPS ambientada em um futuro tecnológico chamado de “Cyberpunk” neste universo. Na história aprendi mais sobre a arte do cinema que em toda minha jornada como estudante na vida real.
Por outro lado, também tive a oportunidade de me colocar na posição de quem ensina, pois também fui “mestre”. Mestre no mundo do RPG é o equivalente ao narrador, ao deus da história, que age através de seus personagens (chamados NPCs) e das situações que os personagens devem enfrentar para poder seguir em frente. Como mestre sempre tive o cuidado de criar em minhas histórias dois pontos essenciais; primeiro coerência histórica cultural e artística, pois sendo um retrato de nosso mundo (às vezes distorcido, mas ainda assim, sempre tendo nossa realidade como base) sempre pesquisei a fundo a ambientação.
Se uma história se passava na Grécia, pesquisava sobre a história, costumes e arte gregas. Se a história se passava na idade média, era necessário compreender o pensamento da época para caracterizar os NPCs. Se os personagens encontrassem um trovador, como ele seria? Como seria o contato? Uma caravana de teatro poderia passar por eles? E segundo, o simbolismo apontado por Belidson, pois como mestre sempre foi impossível não expor o mundo que existe dentro de mim através de meus personagens. E como mestre sempre pude explorar através de distintos personagens diferentes nuances de minha alma. Não formei artistas, nem historiadores, tampouco filósofos, não era este o objetivo, mas tenho certeza que em diversos momentos consegui contribuir para que meu grupo de jogadores tivessem uma experiência de catarse, e que além disso saímos todos com algo a mais em nossa experiência, algo positivo e que tenha servido como motivo de reflexão e aprendizado, indo muito além do “imitatio”.
“O maior produto social do ensino de arte não serão os trabalhos de arte que possivelmente podem ser gerados dele, e sim, a formação de um tipo de pessoa que seja capaz de apreciar a arte com uma atitude crítica e que seja capaz
de transformar a sua experiência estética em algo positivo para a sua vida e para a sociedade” (Pág 05)
Através das sessões de RPG, mestre e jogadores têm uma oportunidade singular de desenvolver os sentidos, de direta e indiretamente levar o grupo à enriquecer seu desenvolvimento social, transpondo as barreiras culturais ou racionais “As artes entram na alma através dos sentidos muito antes do poder da razão estar desenvolvido nas crianças” (pág 09).
Os jogos de RPG como método são uma forma nova (muitas vezes vítima de preconceito) e pouco conhecida de ensinar, mas também é ao mesmo tempo uma das mais antigas formas de ensino, pois trata-se nada mais nada menos que a tradição de se contar histórias. Durante milênios nosso conhecimento foi passado de geração em geração assim, seja em volta de uma fogueira na pré-história, nas pessoa ouvindo as parábolas de Jesus na montanha ou na melodia de um bardo medieval. Contar histórias sempre foi um ato instrutivo e de transmissão de ensinamentos, e minhas partidas de RPG por mais descompromissadas que fossem, sempre traziam à tona algum questionamento, alguma reflexão, alguma grande lição que os personagens deveriam aprender.
Como jogador, tive acesso a culturas antes inimagináveis ou inalcançáveis; estive na Pérsia, na China, na Europa de Napoleão e na África dos Egípcios. Pude conhecer a arte, a cultura e o pensamento destes povos. Como mestre, pude perceber também, o potencial educativo desta ferramenta. Foi possivelmente minha primeira grande conquista como futuro arte educador, pois antes de pensar em ser professor já utilizava esta ferramenta com esta finalidade. Talvez, até tenha sido justamente isto que tenha me trazido para cá.
Referências:
DIAS, Belidson, Escritos Essenciais, Unb/Ida/Vis/Uab.
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domingo, 20 de fevereiro de 2011
Os Desenhos hiper-realistas de Juan Francisco Casas
Sempre acreditei que na arte há espaço para tudo. Tem quem prefira desenhos abstratos, estilizados, realistas, cubistas... Não há limites, e cada um a seu modo, todos retratam de uma forma pessoal aquilo que vêem. Mas quem gosta de desenhos realistas deve conhecer o trabalho de Juan Francisco Casas.
Abaixo há apenas alguns desenhos do artista, e acredite ou não, foram todos feitos utilizando apenas uma caneta BIC. O resultado já é fantástico, mas tendo em vista o instrumento se eleva ainda mais...
Contatos:
Site:http://www.juanfranciscocasas.com/
Blog: http://juanfranciscocasas.blogspot.com/
E-mail: juanfra10@hotmail.com
Abaixo há apenas alguns desenhos do artista, e acredite ou não, foram todos feitos utilizando apenas uma caneta BIC. O resultado já é fantástico, mas tendo em vista o instrumento se eleva ainda mais...
Contatos:
Site:http://www.juanfranciscocasas.com/
Blog: http://juanfranciscocasas.blogspot.com/
E-mail: juanfra10@hotmail.com
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domingo, 19 de setembro de 2010
Arte Postal 2 - Frente

Minha Arte Postal foi realizada tentando estabelecer uma relação com o que temos aprendido nas aulas. Através destas cartas (criei duas) abordei questões como acessibilidade, tecnologia na escola, novas visões sobre velhos paradigmas, mudança de perspectivas e a dificuldade em ver as coisas de forma diferente. Entretanto, creio que não preciso passar aqui os significados pretendidos, deixo a cargo das pessoas que as receberam, fazer sua própria interpretação destes caminhos.
Para tornar minha Arte Postal palpável comecei pelo envelope. Peguei uma folha sulfite a dobrei-a de forma a deixar abas em cima e dos lados, que pudessem ser coladas, e assim criei meu envelope. Em seguida pensei na idéia que pretendia passar. Após identificar meu propósito comecei a procurar em diversas revistas, escolhi bem mais imagens além das usadas, mas selecionei as que eu poderia usar de forma a manter uma certa coerência. Tentei na verdade fazer uma imagem dialogar e completar a outra. Inclusive, um lado do envelope com o outro. Usei basicamente colagens, pois mesmo os desenhos que usei, são desenhos recortados de revistas.
Acredito que ficaram boas, meu interesse não é dar continuidade à rede, tentei passar certa mensagem à pessoas específicas e por isso focalizei minha atenção nisso. Caso pensasse em uma arte que fosse inserida na rede teria simplificado um pouco para dar mais espaço para complementações. Gostei do resultado final e da idéia, que pretendo colocar em prática mais vezes.
Arte Postal 2 - Verso
Arte Postal 1 - Frente
Arte Postal 1 - Verso
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Fotonovela- Página 01

Fotonovela "A bela da tarde" realizada para a disciplina "Teconologias contenporâneas na Escola III" da Universidade de Brasília (UNB-UAB)
Pág 02
Pág 03
Página 04
segunda-feira, 19 de julho de 2010
O ensino das Artes Visuais
O ensino das artes visuais na escola está passando por um estágio de definição. Já sofreu inúmeras mudanças desde suas raízes no academicismo europeu, mas sobretudo, após o século XIX e no início do séculoXX, quando a idéia dominante era de que a arte deveria se estendida à todas as classes sociais, embora com finalidades voltadas ao trabalho. Entretanto, este processo ainda não conseguiu estabelecer sua fórmula ideal, que seja aceita pela maior parte dos educadores ao mesmo tempo em que consiga cumprir todos seus objetivos educacionais, talvez, por em estar em constante evolução. De acordo com ASLAN “Em cada época e lugar, um conjunto complexo de intenções, teorias, práticas e valores afetam as tendências pedagógicas”
Desta forma a pretensão deste trabalho não é apontar qual o melhor sistema de ensino ou a melhor escola, mas apenas analisar de modo genérico, sem apontar uma época ou sistema específico de ensino de arte a forma como a arte está sendo ensinada hoje na maioria das escolas e qual é o foco deste ensino. Muitas vezes tido apenas como um “ensinar a copiar desenhos”, o ensino das Artes Visuais sofre com a falta de visão de muitos coordenadores pedagógicos, professores e alunos que não conseguem enxergar nos objetivos do ensino das Artes Visuais uma ferramenta capaz de ir além do brincar de arte. Se por um lado os objetivos desta disciplina caminham entre fomentar o conhecimento, desenvolver o senso crítico, a sensibilidade artística e o conhecimento teórico que embasa tudo isso, na prática o que vemos são alunos desinteressados e professores despreparados para fazer cumprir estes objetivos.
“a educação crítica e performativa sobre a cultura visual é muito mais que uma celebração dos prazeres dos aprendizes” Hernández (2007 pág 70).
Isso significa que se esquecendo dos objetivos do ensino e assumindo uma posição passiva e despreparada o arte-educador se limita a oferecer aos alunos apenas exercícios superficiais, embasados apenas no fato de que irá entretê-los, deixá-los “fazendo alguma coisa” agradável para assim criar a ilusão de que gostam de arte (ou no caso, ao menos da aula). Ele aponta que é muito mais válido “propor algo que os incomode e desafie, colocando em circulação diferentes saberes e provocando o envolvimento dos sujeitos” (pág 82). Note-se ainda que Hernández utilize o termo cultura-visual. Neste trabalho não se pretende entrar nesta questão etimológica, por isso consideremos apenas que todos os termos ligados às Artes Visuais que porventura sejam utilizados são referências ao ensino de Artes.
“Para nós, arte/educação ou ensino de artesvisuais é entendida de modo genérico como qualquer prática de ensino e aprendizagem em artes visuais e visualidade, em qualquer relação de tempo e espaço (DIAS, Pág 05)”
Esta postura de passividade demonstra a falta de qualquer método no ensino de Artes Visuais. Cria-se uma sensação de que nada se aprende realmente, uma situação tão ruim quanto a escolha de uma metodologia equivocada, que acabe privilegiando culturas hegemônicas ou mesmo determinados alunos em relação à outros, o que também ocorre com freqüência. Segundo Donald Schon
“os bons profissionais utilizam um conjunto de processos que não dependem da lógica, da racionalidade técnica, mas sim, são manifestações de sagacidade, intuição e sensibilidade artística” (O saber fazer-docente, 2002)
Desta forma, fica evidente que o bom ensino depende de um tênue equilíbrio entre teoria e prática. Se por um lado, há passividade e a carência de método, por outro há o método mal aplicado e o tecnicismo. Para encontrar o equilíbrio nesta equação, o professor deve planejar, seu método de ensino embasado em objetivos claros e definidos. A intuição, sagacidade e sensibilidade artística citadas por Schon são as ferramentas que darão equilíbrio à esta composição. Se utilizadas em demasia, afastam-se do método e não alcançam seu objetivo. Se não utilizadas, causam um aprendizado mecânico, frio e amarrado, que não consegue envolver e tampouco chega aos objetivos desejados.
Mas também é evidente que o ensino precisa estar embasado em objetivos bem definidos, que sirvam como a bússola do processo, afinal, todo o processo metodológico e tudo que o professor propõe em sala de aula é para fazer cumprir determinado fim. Sem a bússola o navegador se perde na vastidão do oceano, onde as possibilidades são muitas podem afastar cada vez do objetivo pretendido. Navegadores mais experientes podem até esquecer este instrumento e se guiar pelas estrelas, mas na maioria das vezes a chegada se dará de forma mais dificultosa e nem sempre sem avarias. O segredo é planejar,
“Para tal empreendimento, o professor realiza passos que se complementam e se interpenetram na ação didático-pedagógica. Decidir, prever, selecionar, escolher, organizar, refazer, redimensionar, refletir sobre o processo antes, durante e depois da ação concluída” (LEAL, Pág 02).
Mas o cenário apontado anteriormente é um retrato de como se encontra o ensino de Artes Visuais como um todo, não avalia e não tem a pretensão de abranger a todos os profissionais, pois é nítido também que já existe uma mudança nestes paradigmas, e não só os profissionais começam a se adequar à esta nova realidade de ensino, o fazem também as instituições e os governantes. Segundo ASLAN, os próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) surgidos à partir de 1990 começam a contribuir para uma nova visão para o ensino da arte “porque não são uma metodologia nem uma proposta de currículo, e sim um conjunto de princípios que reorientam a visão do ensino de arte” .
Referências
ARSLAN, Luciana Mourão e IAVELBERG, Rosa. O Ensino de Arte no início do século XXI. 2006. Thomson Learning.
HERNANDÉS, Fernando. Catadores da Cultura Visual: transformando fragmentos em nova narrativa educacional. 2007. Editora Mediação.
LEAL, Regina. Planejamento de Ensino: peculiaridades significativas. Universidade de Fortaleza.
DIAS, Belidson. Escritos Essenciais, Unidade 3. UNB-UAB
Desta forma a pretensão deste trabalho não é apontar qual o melhor sistema de ensino ou a melhor escola, mas apenas analisar de modo genérico, sem apontar uma época ou sistema específico de ensino de arte a forma como a arte está sendo ensinada hoje na maioria das escolas e qual é o foco deste ensino. Muitas vezes tido apenas como um “ensinar a copiar desenhos”, o ensino das Artes Visuais sofre com a falta de visão de muitos coordenadores pedagógicos, professores e alunos que não conseguem enxergar nos objetivos do ensino das Artes Visuais uma ferramenta capaz de ir além do brincar de arte. Se por um lado os objetivos desta disciplina caminham entre fomentar o conhecimento, desenvolver o senso crítico, a sensibilidade artística e o conhecimento teórico que embasa tudo isso, na prática o que vemos são alunos desinteressados e professores despreparados para fazer cumprir estes objetivos.
“a educação crítica e performativa sobre a cultura visual é muito mais que uma celebração dos prazeres dos aprendizes” Hernández (2007 pág 70).
Isso significa que se esquecendo dos objetivos do ensino e assumindo uma posição passiva e despreparada o arte-educador se limita a oferecer aos alunos apenas exercícios superficiais, embasados apenas no fato de que irá entretê-los, deixá-los “fazendo alguma coisa” agradável para assim criar a ilusão de que gostam de arte (ou no caso, ao menos da aula). Ele aponta que é muito mais válido “propor algo que os incomode e desafie, colocando em circulação diferentes saberes e provocando o envolvimento dos sujeitos” (pág 82). Note-se ainda que Hernández utilize o termo cultura-visual. Neste trabalho não se pretende entrar nesta questão etimológica, por isso consideremos apenas que todos os termos ligados às Artes Visuais que porventura sejam utilizados são referências ao ensino de Artes.
“Para nós, arte/educação ou ensino de artesvisuais é entendida de modo genérico como qualquer prática de ensino e aprendizagem em artes visuais e visualidade, em qualquer relação de tempo e espaço (DIAS, Pág 05)”
Esta postura de passividade demonstra a falta de qualquer método no ensino de Artes Visuais. Cria-se uma sensação de que nada se aprende realmente, uma situação tão ruim quanto a escolha de uma metodologia equivocada, que acabe privilegiando culturas hegemônicas ou mesmo determinados alunos em relação à outros, o que também ocorre com freqüência. Segundo Donald Schon
“os bons profissionais utilizam um conjunto de processos que não dependem da lógica, da racionalidade técnica, mas sim, são manifestações de sagacidade, intuição e sensibilidade artística” (O saber fazer-docente, 2002)
Desta forma, fica evidente que o bom ensino depende de um tênue equilíbrio entre teoria e prática. Se por um lado, há passividade e a carência de método, por outro há o método mal aplicado e o tecnicismo. Para encontrar o equilíbrio nesta equação, o professor deve planejar, seu método de ensino embasado em objetivos claros e definidos. A intuição, sagacidade e sensibilidade artística citadas por Schon são as ferramentas que darão equilíbrio à esta composição. Se utilizadas em demasia, afastam-se do método e não alcançam seu objetivo. Se não utilizadas, causam um aprendizado mecânico, frio e amarrado, que não consegue envolver e tampouco chega aos objetivos desejados.
Mas também é evidente que o ensino precisa estar embasado em objetivos bem definidos, que sirvam como a bússola do processo, afinal, todo o processo metodológico e tudo que o professor propõe em sala de aula é para fazer cumprir determinado fim. Sem a bússola o navegador se perde na vastidão do oceano, onde as possibilidades são muitas podem afastar cada vez do objetivo pretendido. Navegadores mais experientes podem até esquecer este instrumento e se guiar pelas estrelas, mas na maioria das vezes a chegada se dará de forma mais dificultosa e nem sempre sem avarias. O segredo é planejar,
“Para tal empreendimento, o professor realiza passos que se complementam e se interpenetram na ação didático-pedagógica. Decidir, prever, selecionar, escolher, organizar, refazer, redimensionar, refletir sobre o processo antes, durante e depois da ação concluída” (LEAL, Pág 02).
Mas o cenário apontado anteriormente é um retrato de como se encontra o ensino de Artes Visuais como um todo, não avalia e não tem a pretensão de abranger a todos os profissionais, pois é nítido também que já existe uma mudança nestes paradigmas, e não só os profissionais começam a se adequar à esta nova realidade de ensino, o fazem também as instituições e os governantes. Segundo ASLAN, os próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) surgidos à partir de 1990 começam a contribuir para uma nova visão para o ensino da arte “porque não são uma metodologia nem uma proposta de currículo, e sim um conjunto de princípios que reorientam a visão do ensino de arte” .
Referências
ARSLAN, Luciana Mourão e IAVELBERG, Rosa. O Ensino de Arte no início do século XXI. 2006. Thomson Learning.
HERNANDÉS, Fernando. Catadores da Cultura Visual: transformando fragmentos em nova narrativa educacional. 2007. Editora Mediação.
LEAL, Regina. Planejamento de Ensino: peculiaridades significativas. Universidade de Fortaleza.
DIAS, Belidson. Escritos Essenciais, Unidade 3. UNB-UAB
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sábado, 17 de julho de 2010
Expectativas Negadas em Ato Sem Palavras I de Samuel Beckett
”A genialidade de Beckett consiste, entre outras coisas, em sua simplicidade quase literal. Tudo está no texto, mesmo quando o texto é sem palavras”
(Vanessa Frisso)
Ato sem palavras I de Samuel Beckett e com tradução de Marcus Mota, como indica o termo “Pantomima para um ator” é uma peça gestual, focada nos movimentos do ator e não em suas palavras, cenário, relação com outros atores, etc... É o ator, suas mãos, seus gestos e suas emoções em um monólogo corporal.
(Vanessa Frisso)
Ato sem palavras I de Samuel Beckett e com tradução de Marcus Mota, como indica o termo “Pantomima para um ator” é uma peça gestual, focada nos movimentos do ator e não em suas palavras, cenário, relação com outros atores, etc... É o ator, suas mãos, seus gestos e suas emoções em um monólogo corporal.
Por ser uma pantomima, acredito que para grande parte do público as expectativas já se iniciam negadas. O público comum é educado através da linguagem televisiva e cinematográfica, onde os sons servem de apoio às imagens, um cenário onde a frase “uma imagem vale mais que mil palavras” de Kunf Fu Tsé (Confúcio) não procede, seria mais correto neste campo afirmar que a imagem é o complemento das palavras. Desta forma, há esta quebra de expectativa logo no início, quando (e se) os espectadores esperam uma extensão da linguagem cinematográfica que influencia todos os campos da arte moderna. À palavra articulada (dimensão acústica de cenas) contrapõe-se, em comparação às expectativas de um espetáculo teatral de caráter convencional a presença das ações físicas de cena ao materializar elementos constitutivos do palco que dão entendimento corpóreo ao personagem-homem.
Durante Ato sem palavras I são negadas diversas vezes expectativas de se continuar de forma “lógica” os movimentos de tempo e das ações que ocorrem progressivamente de forma sustentada. “Ele se põe a pensar e depois vai saindo de onde havia entrado” A expectativa é que ele saia. Mas “De imediato ele é lançado de volta para o palco”. Há também uma situação dramática racional sendo construída, mas não de forma linear, e sim num texto não-linear com o personagem sendo caracterizado pela ausência de diálogos e pelo seu monólogo corporal.
Há em Ato sem palavras I com sua ação psicológica uma profunda relação com o existencialismo. “(...) Da obra e do dramaturgo em estudo, nos remete ao *teatro do absurdo. As personagens clamam por sua existência por isso, perpassam pela corrente também, do Existencialismo (Lúcio J. Lucena)” . O homem (corpo visível) pensa, pensa, pensa, mas não chega a nenhum resultado, há uma negação de expectativa aqui, afinal seria lógico que se chegasse a algum resultado. Mas ele termina como começou, pensando e de mãos vazias, parado e olhando para as mãos. Mas há uma expectativa negada também aqui, pois durante toda a peça o homem fica a pensar mas antes da cortina baixar “o homem não se move nada”. Não há certeza que ele esteja a pensar. Para quem lê o texto ficou no ar a expectativa não cumprida de que ele mais uma vez se colocasse a pensar.
“Deserto. Luz ofuscante.
Um homem é lançado para o palco, vindo da direita ao fundo.
Ele
cai, levanta-se de imediato, tira o pó de si,
coloca-se em paralelo e põe-se a
pensar
”
“Ele põe-se a pensar, vai em direção do canto esquerdo da cena,hesita, avalia mais,pára, coloca-se em paralelo e põe-se a pensar.”
“O homem não se move nada.
A árvore é puxada pra cima e desaparece.
Ele olha para suas mãos
Cortina.”
Há em cena o não-convencional, uma concepção cênica atemporal e em uma posição que remete a nenhum cenário em específico, um não-lugar no tempo e no espaço.
Referências:
BECKETT, Samuel, Act Without Words (1956), tradução Marcus Mota (2008), UAB-UNB
Acesso: 29-Jun-2010
< http://notasdator.blogspot.com> Acesso: 29-Jun-2010
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