quarta-feira, 25 de novembro de 2009
TV nos anos 60 PART III
terça-feira, 24 de novembro de 2009
A TV nos anos 60 PART II
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
A Companhia de Jesus e sua relação com a prática do teatro no Brasil
Após o século XVI, Portugal iniciou o processo de colonização do Brasil, como havia o interesse de se catequizar os índios, os Jesuítas (Padres da Companhia de Jesus) trouxeram sua fé até os índios, e com ela, sua cultura, literatura, e também, o teatro. Encontraram junto aos índios, uma grande predisposição natural para a música e a dança, além os rituais de seu povo. Não tardou para que assim, o povo indígena tivesse seu contato com o teatro português, que tinha à época um caráter pedagógico e acima de tudo bíblico. Tudo isso graças, principalmente, ao Padre Anchieta, autor entre outros de “Auto de Pregação Universal”, escrito entre 1567 e 1570.
Os autos sacramentais continham caráter dramático e tinham sempre uma abordagem impregnada de elementos cristãos da catequese, com um fundo moralista e didático. Além dos autos, o presépio, que passou a ser parte das festas folclóricas foi também introduzido pelos jesuítas no país.
O teatro era muito utilizado com este fim por diversos motivos, entre eles, a já citada predisposição dos índios e pela eficiência de uma representação, que era mais eficaz que os sermões tradicionais. Usando a cultura indígena como tema, com o propósito de atingir os índios, as primeiras representações foram escritas pelos Jesuítas, abordando coisas que eram próprias de sua cultura. Obviamente, inserindo os dogmas da Igreja e usando muita hagiografia (biografia ou escritas dos santos. Nas peças era comum representar personagens santos, demônios, ou apenas representações simbólicas, como a Ira de Deus sobre os pecadores, o temor a Deus, a santidade dos atos, etc. o teatro escrito e apresentado pelos jesuítas foi também usado no combate à antropofagia e personagens femininos eram proibidos (exceto santas). Até 1584 estas peças eram escritas ainda em português (e até em Tupi), mas a partir de então, passaram a ser escritas em latim.
Após a consolidação da obra missionária dos jesuítas no séc. XVII, as peças escritas por membros da Companhia de Jesus começaram a escassear, culminando com um declínio no teatro dos jesuítas e passam a depender de ocasiões especiais em festas religiosas ou cívicas para serem realizadas.
Referências Bibliográficas:
TAVARES, Célia Cristina da Silva, Os Jesuítas no Brasil, < http://bndigital.bn.br/redememoria/ciajesus.html> Acesso: 05/10/2009
Primórdios do teatro no Brasil: a catequese <http://estudosdeteatrobrasileiro.blogspot.com/2008/04/teatro-como-catequese-o-primeiro-passo.html> Acesso: 05/10/2009
O teatro no Brasil<http://www.sistemaodia.com/blogs/o-teatro-no-brasil-12490.html> Acesso 05/10/2009
ARNAUT DE TOLEDO, Cézar de Alencar, RUCKSTADTER, Flávio Massami Martins, RUCKSTADTER, Vanessa Campos Mariano, O TEATRO JESUÍTICO NA EUROPA E NO BRASIL NO SÉCULO XVI < http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/artigos_frames/artigo_031.html> Acesso em 05/10/2009
Os autos sacramentais continham caráter dramático e tinham sempre uma abordagem impregnada de elementos cristãos da catequese, com um fundo moralista e didático. Além dos autos, o presépio, que passou a ser parte das festas folclóricas foi também introduzido pelos jesuítas no país.
O teatro era muito utilizado com este fim por diversos motivos, entre eles, a já citada predisposição dos índios e pela eficiência de uma representação, que era mais eficaz que os sermões tradicionais. Usando a cultura indígena como tema, com o propósito de atingir os índios, as primeiras representações foram escritas pelos Jesuítas, abordando coisas que eram próprias de sua cultura. Obviamente, inserindo os dogmas da Igreja e usando muita hagiografia (biografia ou escritas dos santos. Nas peças era comum representar personagens santos, demônios, ou apenas representações simbólicas, como a Ira de Deus sobre os pecadores, o temor a Deus, a santidade dos atos, etc. o teatro escrito e apresentado pelos jesuítas foi também usado no combate à antropofagia e personagens femininos eram proibidos (exceto santas). Até 1584 estas peças eram escritas ainda em português (e até em Tupi), mas a partir de então, passaram a ser escritas em latim.
Após a consolidação da obra missionária dos jesuítas no séc. XVII, as peças escritas por membros da Companhia de Jesus começaram a escassear, culminando com um declínio no teatro dos jesuítas e passam a depender de ocasiões especiais em festas religiosas ou cívicas para serem realizadas.
Referências Bibliográficas:
TAVARES, Célia Cristina da Silva, Os Jesuítas no Brasil, < http://bndigital.bn.br/redememoria/ciajesus.html> Acesso: 05/10/2009
Primórdios do teatro no Brasil: a catequese <http://estudosdeteatrobrasileiro.blogspot.com/2008/04/teatro-como-catequese-o-primeiro-passo.html> Acesso: 05/10/2009
O teatro no Brasil<http://www.sistemaodia.com/blogs/o-teatro-no-brasil-12490.html> Acesso 05/10/2009
ARNAUT DE TOLEDO, Cézar de Alencar, RUCKSTADTER, Flávio Massami Martins, RUCKSTADTER, Vanessa Campos Mariano, O TEATRO JESUÍTICO NA EUROPA E NO BRASIL NO SÉCULO XVI < http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/artigos_frames/artigo_031.html> Acesso em 05/10/2009
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domingo, 22 de novembro de 2009
TV anos 60
Este trabalho não foi para a UNB-UAB, mas para a UFAC, onde curso comunicação social/jornalismo. Ficou razoável... muitos contratempos... muitos... UFA(c)
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Conceituando o que é arte
Segundo a introdução do livro História da Arte, de Ernst Gombrich, “Não existe realmente a que se possa dar o nome Arte. Existem somente artistas (pág.01).” Esta idéia, que resume bem o raciocínio que se segue, hoje , após a leitura atenciosa do texto faz sentido para mim, mas até então não a considerava tão verdadeira. Acreditava que, Arte era passível de definições claras e inequívocas, com certa predisposição ao maniqueísmo, é arte ou não é arte.
Mas Gombrich deixa claro que existem muitas tonalidades de cinza entre o “chiaroescuro”, e a arte está sujeita a mais definições errôneas ou incompletas do que imaginamos e que é extremamente fácil cair no erro de acreditar que a arte deve se orientar apenas pelo belo. Gombrich cita exemplos perfeitos da arte que repudia, causa ojeriza, se afasta do belo, sem no entanto deixar de ser arte ou de ter sua própria beleza. Exemplos como o quadro da mãe de Albrecht Dürer, que é fascinante por retratar mais que um rosto, indo até o âmago do artista e da retratada. Para mim, até então, arte era um tanto vinculada à beleza, onde não havia aprendido ainda a separar a beleza da obra com a beleza de seu tema, como Gombrich afirma: “De fato não tardaremos em descobrir que a beleza de um quadro não reside realmente na beleza de seu tema (pág 04)”.
Além disso, o autor também alude ao fato de que os padrões de beleza e os gostos variam muito. Esta regra é válida para a época, a cultura, os povos e ao olhar único que cada um lança sobre as coisas. Antes, acreditava que poderia existir um padrão estético universal, algo que fosse capaz de agradar a todos. Nem o Jesus de Toscano nem o de Guido Reni agradou a todos (e nem o da Bíblia), o que deixa claro que este padrão universal jamais existirá, e cada obra será vista de uma forma diferente por cada pessoa.
Segundo Gombrich, os artistas principiantes costumam cometer um erro ao qual já cai algumas vezes “Querem admirar a perícia do artista em representar as coisas tal como eles as vêem. Gostam mais de pinturas que “parecem reais”.” Erro comum. Principalmente se levarmos em conta o grau de desenvolvimento para a compreensão da arte e do que o artista desejou exprimir com sua obra. Uma criança não verá da mesma forma que um adulto, do mesmo modo, um camponês da idade média não entenderia a arte como um boêmio carioca. Por isso, é irrelevante se a obra é realista ou não, se apresenta muitos detalhes ou se é expressa em poucas linhas como no traço vigoroso do elefante de Rembrant ou as formas caricatas do galo de Picasso. Ninguém pode negar que se assim desejasse, ambos poderiam ter realizados desenhos bem mais complexos e “realistas”, mas a forma pela qual expressaram, foi a melhor para aquilo a que se propuseram. Após analisar as comparações tecidas por Gombrich no decorrer das páginas, não consigo mais me ver julgando a qualidade de uma obra apenas por seu aspecto “realista”. Outro aspecto importante que é ressaltado por Gombrich é com relação aos erros de interpretação aos quais estamos sempre sujeitos. Nisto, o exemplo dos cavalos apresentado por ele, é perfeito. E às vezes o erro está tão absorvido pela nossa mente que mesmo depois quando nos defrontamos com ele, não aceitamos a realidade. Foi o que ocorreu quando com o advento das fotografias mostrou-se a forma correta do galope dos cavalos. Quem se dispôs a corrigir o trote, caiu do cavalo e não foi bem recebido “(...)choveram reclamações de que as imagens pareciam esquisitas, erradas (pág. 14)”. Quantas vezes não agimos assim? Acreditando que não estamos sujeitos à falhas de interpretação da realidade? Com a leitura destes poucos exemplos, tenho certeza que estarei um pouco mais atento para não acreditar que meus cinco sentidos sempre me mostram o mundo como ele é, pois afinal, na maioria das vezes o que ocorre é o contrário, pois tão limitados somos que nossa interpretação da realidade nunca poderá ser mais que isso, interpretação.
Entretanto, uma das lições mais valiosas aparece quando Gombrich afirma “Não existe maior obstáculo à fruição de grandes obras de arte do que nossa relutância em descartar hábitos e preconceitos”. Esta idéia confirma o anteriormente afirmado e nos leva a novos questionamentos. Ele cita exemplos eclesiásticos, onde as criações humanas como as feições de Jesus nos quadros foram absorvidas como verdades eternas e imutáveis, chegando a constituir blasfêmia duvidar do que se tornaram como representação da realidade. Citou o exemplo contundente de Caravaggio, que teve de se autocensurar e refazer usa obra, perdendo no mínimo, a essência da idéia original... “Esta história retrata bem o dano que pode ser causado por aqueles que repudiam e criticam obras de arte pelos motivos errados (pág 18)”. Quantas vezes não agimos assim? Ser apresentado a este exemplo de Caravaggio alterou o modo pelo qual via esta questão, que achava sem importância. “Gosto é gosto, quem não gosta azar” costumava pensar. Mas a questão vai um pouco além como pudemos perceber claramente.
E por fim, a meticulosidade adquiriu uma nova forma para meus olhos. Segundo ele, a meticulosidade, tão chata no seu uso diário, para o artista, acaba sendo o que poderá distinguir o bom do “sublime”. E por isso, desde já, estou pensando em como transpor a minha meticulosidade (tão criticada pela minha esposa) para o campo da arte. E, não menos importante que tudo que foi destacado até aqui, também me impressionou é a forma fria com que algumas pessoas olham a arte, tentando rotulá-la, limitá-la, resumi-la a notas de rodapé em catálogos de arte no que ele definiu como semiconhecimento ou esnobismo. Segundo o autor, até mesmo um livro como o dele pode ajudar a incutir esta atitude em alguém. Pelo menos com relação à mim Gombrich pode ficar tranqüilo, entendi sua mensagem.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Pensar é desejar
Rinaldo Voltolini é psicanalista é professor doutor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, e traz em seu texto “Pensar é desejar”, um enfoque analítico sobre Freud e sua contribuição ao conhecimento.
Segundo o autor, Freud desconhece ou trata superficialmente o tema do conhecimento ou inteligência, o que já fica implícito no ambíguo subtítulo “Freud e o conhecimento e o desconhecimento de Freud”. Voltolini tenta tecer seu texto elogiando o trabalho de Freud, que ele chama de “um incansável operário da razão, defensor das "luzes", militante no combate às ilusões” e a psicanálise, não deixando, entretanto, de deixar claras as limitações de Freud quanto ao assunto principal de seu texto, o conhecimento, a inteligência. Voltolini não deixa de citar o primado do eu sobre o objeto, que seria nada menos que nosso próprio reflexo e transcorre sobre o assunto através de seus subtítulos, aprofundando um pouco mais a medida que os cita em diferentes analogias.
O texto culmina com o que há mais de popular no pensamento de Freud, a sexualidade e seu simbolismo. Aliás, segundo Voltolini “o essencial na forma de Freud abordar a questão do conhecimento talvez esteja mesmo naquilo que ele demonstra ser o selo distintivo da condição humana em relação à existência animal: o simbólico”.
Segundo o autor, Freud desconhece ou trata superficialmente o tema do conhecimento ou inteligência, o que já fica implícito no ambíguo subtítulo “Freud e o conhecimento e o desconhecimento de Freud”. Voltolini tenta tecer seu texto elogiando o trabalho de Freud, que ele chama de “um incansável operário da razão, defensor das "luzes", militante no combate às ilusões” e a psicanálise, não deixando, entretanto, de deixar claras as limitações de Freud quanto ao assunto principal de seu texto, o conhecimento, a inteligência. Voltolini não deixa de citar o primado do eu sobre o objeto, que seria nada menos que nosso próprio reflexo e transcorre sobre o assunto através de seus subtítulos, aprofundando um pouco mais a medida que os cita em diferentes analogias.
O texto culmina com o que há mais de popular no pensamento de Freud, a sexualidade e seu simbolismo. Aliás, segundo Voltolini “o essencial na forma de Freud abordar a questão do conhecimento talvez esteja mesmo naquilo que ele demonstra ser o selo distintivo da condição humana em relação à existência animal: o simbólico”.
domingo, 8 de novembro de 2009
Domingo no Parque - Gilberto Gil
(Clique na imagem para ampliar)

Representação da música "Domingo no Parque" do Gilberto Gil, em forma de uma história em quadrinhos realizada pela turma do curso de Artes Visuais da UNB. Ainda não é o trabalho final, pois ainda falta um desenho do trecho 4 da música. Enquanto não tenho o desenho, coloco em seu lugar o trecho correspondente.
Domingo no Parque
Gilberto Gil
TRECHO 01
O rei da brincadeiraÊ, José!O rei da confusãoÊ, João!Um trabalhava na feiraÊ, José!Outro na construçãoÊ, João!...
TRECHO 02
A semana passadaNo fim da semanaJoão resolveu não brigarNo domingo de tardeSaiu apressadoE não foi prá Ribeira jogarCapoeira!Não foi prá láPra Ribeira, foi namorar...
O José como sempreNo fim da semanaGuardou a barraca e sumiuFoi fazer no domingoUm passeio no parqueLá perto da Boca do Rio...
TRECHO 03
Foi no parqueQue ele avistouJulianaFoi que ele viuFoi que ele viu Juliana na roda com JoãoUma rosa e um sorvete na mãoJuliana seu sonho, uma ilusãoJuliana e o amigo João...
O espinho da rosa feriu Zé(Feriu Zé!) (Feriu Zé!)E o sorvete gelou seu coraçãoO sorvete e a rosaÔ, José!A rosa e o sorveteÔ, José!Foi dançando no peitoÔ, José!Do José brincalhãoÔ, José!...
O sorvete e a rosaÔ, José!A rosa e o sorveteÔ, José!Oi girando na menteÔ, José!Do José brincalhãoÔ, José!...
TRECHO 04
Juliana girandoOi girando!Oi, na roda giganteOi, girando!Oi, na roda giganteOi, girando!O amigo João (João)...
O sorvete é morangoÉ vermelho!Oi, girando e a rosaÉ vermelha!Oi girando, girandoÉ vermelha!Oi, girando, girando...
TRECHO 05
Olha a faca! (Olha a faca!)Olha o sangue na mãoÊ, José!Juliana no chãoÊ, José!Outro corpo caídoÊ, José!Seu amigo JoãoÊ, José!...
Amanhã não tem feiraÊ, José!Não tem mais construçãoÊ, João!Não tem mais brincadeiraÊ, José!Não tem mais confusãoÊ, João!...
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